Hoje é um dia especial para a CBM

11 de março de 2010 - 17:00

O dia 11 de março de 1948 tem um significado fundamental para o motociclismo nacional. Nesta data, um grupo de abnegados brasileiros, pilotados por Rodolfo Schmidt e Raul Brandão, fundava oficialmente a Confederação Brasileira de Motociclismo – CBM. Era o início de uma trajetória marcada por longos períodos de adversidades e por alguns momentos de grandeza, evolução e crescimento.

Antes, entretanto, sem a devida chancela de uma entidade que coordenasse o esporte de forma nacional, algumas competições de motociclismo foram realizadas no País, notadamente sob inspiração de imigrantes italianos, alemães, espanhóis, franceses, portugueses e húngaros que se aportaram por terras brasileiras no início do século.

As primeiras motos chegaram no Brasil entre os anos de 1907 e 1909. De instrumento de locomoção, elas começaram a serem utilizadas em 1914 para a disputa esportiva, principalmente em São Paulo. Os registros contam que as primeiras competições foram disputadas no Viaduto do Chá, no bairro do mesmo nome na capital paulista. Posteriormente foram fundados em 1925, a Federação Paulista de Motociclismo, e alguns anos depois o Moto Clube do Brasil, no Rio de Janeiro.

Com o surgimento da Confederação Brasileira de Motociclismo – CBM, e a sua filiação à Federação Internacional de Motociclismo – FIM, um ano depois da sua fundação, todo o esporte motociclismo passou a ser gerido pela entidade. Em 1954, ocorre a primeira grande decepção da CBM. O fracasso de uma competição internacional proposta por políticos paulistas e avalizada pela entidade, lhe valeu a suspensão de suas atividades internacionais por 10 anos, determinada pela FIM.

Iniciava-se a partir daí um total esvaziamento da entidade que só foi eliminada em 1972, com a eleição de Eloy Gagliano para a sua presidência e a recuperação da filiação internacional da CBM. De 85 a 93, dois paulistas, Carlos Paes de Almeida Filho e Alfredo Rômulo Tambucci, assumiram a presidência da entidade.

Ao final deste período nova fase turbulenta da Confederação.

Afundada em dívidas e com a credibilidade internacional comprometida, a entidade elege para sua presidência o mineiro e ex-piloto Lincoln Miranda Duarte. Nesta época, a CBM se restringia a apenas uma pasta com documentos e funcionava precariamente em São Paulo. Com a saída de Lincoln, entrou na presidência o carioca Alexandre Caravana Guelman, que transferiu a CBM para Niterói, no Rio de Janeiro, onde está atualmente instalada.

Depois de Lincoln a Confederação Brasileira de Motociclismo reconquistou o respeito internacional, de pilotos, patrocinadores, governos e público. E com a entrada de Alexandre o reconhecimento mundial, com a realização de eventos internacionais em nosso país, está sendo mantido.

Apesar da irreversível implantação do seu crescimento, a atual direção da CBM sabe que ainda existe muito para ser feito. E tem feito de forma a assegurar a realização de campeonatos em parceria com poderosos patrocinadores e os principais pilotos do país. O resultado tem vindo com extrema agilidade. A confirmação pode ser mensurada pelo crescente interesse demonstrado pelo público nas competições.

Redação Mundocross
Texto by Rubens Tripoli

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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