Refletindo sobre as aberturas

24 de abril de 2010 - 17:00

Dia 11 de abril foi a data da abertura do Brasileiro de Motocross, campeonato disputado desde 1973 e organizado pela Confederação Brasileiro de Motociclismo – CBM. Uma semana após, dia 18 de abril, foi a data da realização da abertura da Superliga de Motocross, campeonato nacional lançado este ano pela Romagnolli Eventos em parceria com a Honda.

Após as duas aberturas, é momento de fazer uma reflexão sobre estes novos ares que o Motocross Brasileiro está vivendo. Em relação ao número de pilotos, o Campeonato Brasileiro de Motocross teve 248 pilotos correndo as seis categorias em disputa no Campeonato, inclusive com treinos classificatórios nas categorias MX2 e MX3. Enquanto que a Superliga de Motocross teve 180 participantes nas baterias finais do domingo, também em seis categorias, sendo que não houve classificatórias.

Mas levando em conta o número de pilotos nas aberturas das temporadas de 2006, 2007, 2008 e 2009 do Brasileiro de Motocross em Indaiatuba, deu bem menos inscritos este ano na Superliga em Indaiatuba, São Paulo. Menos pilotos nos dois Campeonatos, diga-se a verdade, mas considerando que Indaiatuba fica localizada numa região central e por sua tradição em abrir os campeonatos, a abertura da Superliga de Motocross ficou bem abaixo da expectativa no número de pilotos.

Nas temporadas de 2006, 2007, 2008 e ainda 2009, as etapas de abertura do Brasileiro de Motocross tinham um grande número de pilotos, chegando no ano passado a ter mais de 400 inscritos. O que se chega a conclusão que a Superliga dividiu os pilotos, e o que era para ser bom, pode não estar sendo tanto assim !!! A maioria das pessoas com quem converso sobre o assunto, desaprovam a criação da Superliga de Motocross por considerarem que ela veio para dividir e não para somar.

Quanto ao público presente nos dois eventos, a Superliga teve a presença de 9.000 pessoas no Centro Educacional de Trânsito da Honda, em Indaiatuba, São Paulo, enquanto que em Siqueira Campos, Paraná, 18.000 expectadores marcaram presença no Centro de Treinamento da Pro Tork.

Levando em conta os pontos positivos dos dois eventos, vou começar pelos positivos da Superliga de Motocross – Nível de organização já começou com uma grande estrutura, graças em parte ao patrocínio da Honda. As arquibancadas são cobertas, ponto que privilegia o público, que às vezes tem de ficar seis horas sob sol, já que as programações dos Campeonatos de Motocross são extensas. Inserções em TV aberta, apesar que na abertura não foi Ao Vivo, fato que caiu na vala comum dos outros campeonatos.

Agora os pontos positivos do Brasileiro de Motocross – Volta da Pro Tork como patrocinadora do campeonato. Entrada da Rinaldi como co-patrocinadora, que mesmo tendo sido prejudicada em 2009 pela polêmica dos pneus, está investindo no Motocross. Estrutura semelhante a usada no Mundial de Motocross, com parte das arquibancada também sendo cobertas. Foi dado um carro de premiação ao vencedor da categoria MX1 na etapa de abertura. A maioria das pistas que são as preferidas dos pilotos brasileiros, terão etapas do Brasileiro de Motocross, como Canelinha, Siqueira Campos e Carlos Barbosa voltando ao campeonato.

Pontos positivos gerais

O retorno de Jorge Balbi Jr. ao Brasil, e também de dois grandes nomes do Motocross da América Latina, Roberto Castro e Humberto Martin, pilotos que já foram campeões Latino Americanos de MX. Balbi está correndo no Brasileiro e também na Superliga de Motocross pela 2B Duracell Racing, a melhor equipe até o momento nos dois campeonatos. Os gringos eram para correr nos dois campeonatos, mas como a Superliga e a Honda queriam exclusividade, isto acabou num desentendimento com a JX Racing, equipe que trouxe os pilotos para o Brasil e eles não correram em Indaiatuba, preferindo correr a abertura do Latino Americano de Motocross.

E para encerrar esta reflexão, apesar que eu poderia escrever mais e mais detalhes, mas como no jornal o espaço é limitado, e na internet a maioria dos leitores não tem tempo para lerem textos longos, tenho que terminar por aqui. Assunto para reflexão : Levando em conta o que escutei nas últimas semanas, se tivesse havido um entendimento entre os envolvidos, a temporada 2010 poderia ter sido a melhor das últimas décadas, com grandes patrocinadores e um Campeonato Brasileiro de Motocross, com quem sabe 12 etapas !!

Seria o ano do Motocross no Brasil !!!

Redação Mundocross
Texto by Jorge Soares

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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