Superliga de Motocross faz avaliação da temporada

Por Jorge Soares | Fotos por Maurício Arruda | 26 de novembro de 2010 - 9:56

Após sete etapas repletas de grandes disputas, a Superliga Brasil de Motocross encerra a temporada 2010. A competição, que passou pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo, fecha o ano com um balanço positivo. No total, cerca de 40 mil espectadores acompanharam as provas e R$320 mil em prêmios foram distribuídos para os competidores.

O campeonato, lançado neste ano, teve também novidades depois da estreia, como a criação das categorias MX4, destinada a pilotos com idade entre 35 e 55 anos, e da Intermediária, para que competidores amadores pudessem se aperfeiçoar em uma classe de base. “Um grande número de pilotos participaram do campeonato e tivemos a presença dos melhores competidores do Brasil”, diz Leandro Romagnolli, organizador do evento.

A Honda foi vencedora das principais categorias da Superliga

A Honda foi vencedora das principais categorias da Superliga

Para quem não pôde acompanhar as provas nos locais, os melhores momentos das corridas foram exibidos pelos canais RedeTV! e SporTV. “Tivemos um retorno de mídia muito bom com a cobertura de sites, TVs, jornais e revistas. Toda a temporada mostrou que a Superliga chegou para ficar”, evidencia Romagnolli.

As pistas do campeonato seguiram um padrão de qualidade, que buscou oferecer melhores condições de disputa. Em cada local por onde a competição passou, a organização fez alterações como a inclusão de obstáculos, costelas e até de mais terra, para que todos os traçados estivessem de acordo com as exigências da Superliga Brasil de Motocross.

O paranaense Davis Guimarães foi o campeão na categoria MX3

O paranaense Davis Guimarães foi o campeão na categoria MX3

O evento também contou com a presença das principais equipes de fábrica, como Honda, Yamaha, Kawasaki e KTM, além de uma grande estrutura. Para Romagnolli, os esforços para 2011 serão ainda maiores. “Depois de sete etapas, nossa avaliação da primeira temporada da competição é extremamente positiva. Agradecemos a todos os patrocinadores e parceiros, que viabilizaram este projeto que nasceu em 2010. Agora o trabalho será maior, para que a próxima temporada seja ainda melhor”, finaliza.

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Comentários

Jorge Soares disse:

Twitter: mundocross
Eu continuo a compartilhar a opinião do Marlon Koerich, da Mormaii, que ao invés de ter dois grandes campeonatos nacionais de Motocross é melhor ter um ‘grandioso’ campeonato de Motocross Brasileiro.

A existência de dois campeonatos nacionais em 2010 não ajudou no crescimento do esporte e sim dividiu.

Jorge.

Julio Cesar Gonsalves Junior disse:

Senhores,

A Superliga é um business de sucesso.

OK, esportividade 0.

Mas convenhamos, se há tv, web, revistas, mídias sociais e retorno ao patrocinador, o que pode ter dado errado? as equipes agradecem, mesmo a pro-tork, yamaha, ktm, quanto a 2b duracell, que na tv, aparecem minimamente devem estar satisfeitas, todos sabem do protecionismo e conservadorismo da Honda, mas se lá estão, e porque concordam e colhem os dividendos da exposição em massa nos veículos de comunicação.

Com relação a isso, ótimo, não vejo maiores problemas. o que de fato surpreende o fã do esporte e conhecedor do assunto, é quem está por trás disso, digo, Superliga, o ex-presidente da CBM Sr. Lincoln Duarte, os ex-diretores Tucano e Donato, o proprio Sr. Yasuda, que já foi da CBM (isso, ele já foi cartola), os Srs. Romagnoli, e os prefeitos das cidades em que ocorrem esses espetaculos, entre outros, que, haja visto a atual situação do motociclismo brasileiro, contribuiram de uma forma negativa ou positiva para o esporte no país. Na minha visão, contribuem de forma devastadora, leviana, incorreta, indigna, desonesta e por ai vai.

Infelizmente falta vontade e atitude dos pilotos, equipes, entidades e até da receita federal, ministerio público, e por ai vai, de não corraborarem com tal evento ou tais pessoas, mas, como são levados a buscarem mais e mais dinheiro, divulgação e espaço, caem diretamente nessa absurda contradição.

Pessoas malvadas, esporte em decaída, público minguante e atitudes cada vez mais irrelevantes. Uma pena! A Cara do Brasil

Eduardo disse:

Concordo com os comentarios acima. O motocross já é um esporte pouco difundido em midia de massa, além do alto custo. A honda sempre teve a melhor estrutura, pilotos, salários e a maior fatia de patrocinio nos campeonatos (tambem pudera, pela fatia de mercado que tem, seria quase obrigação esse apoio), mas partir para um campeonáto proprio é puro ego, todos sabem de seu poder. Em anos anteriores, quando era parceira da CBM, apenas seus pilotos podiam ser levados ao nações, ( Balbi sempre é exçeção). Imaginem 2009 e 2010 com o time formado por Balbi, Zanoni e Marrom. Alguem tem duvidas se os resultados seriam melhores? Bem fez Balbi em formar uma equipe independente, conseguiu patrocinios inéditos no motocross e está colhendo os frutos e expandindo a equipe. Parabéns tambem a Pro Tork pela equipe vencedora que tem e a Rinaldi ao apoio. Qum sabe no futuro teremos um campeonato Brasileiro de alto nivel, com livre disputas entre equipes e os melhores pilotos do pais dividindo o mesmo gate (categorias intermediarias temos nos regionais de cada estado), assim saberemos os melhores de cada categoria, podendo formar uma equipe competitiva no nações.

marquisoel ferraz andrade disse:

por favor respeitem o motocross,falem o que pensando,mas não cutinuem com esta superbriga

Luiz disse:

Gente,claro que essa superliga é um evento particular que somente pilotos da honda são e vão contiuar a serem previligiados….Nada contra os pilotos em si…porque são pilotos bons,inclusive o titulo do Marron é merecido pois se dedica muito.Mas O esporte realmente está RACHADO,e falar em saldo positivo é ser hipócrita,pois quem está dentro das pistas e bastidores sabem o que relmente é essa superliga criada pelos diretores esportivos da Honda porque “quebraram os pratos”com o presidente da CBM por dinheiro esquecendo de tanta gente que ama o motocross..Mas também não podemos tirar a responsabilidade da presidencia da CBM que nisso tem sua parcela de culpa e é grande pelo esporte estar assim.Enquanto os cartolas ficam brigando por dinheiro e poder,os pilotos pagam por isso,tanto na honda que nao pode andar no campeonato brasileiro como os outros que se sentem “menores”quando vão andar na super liga ou “superbriga”como é conhecida.LAMENTÁVEL…..essa é a palavra que se tem pra tudo isso,além é claro de sacagem,palhaçada e outros mais.Quanto aos comentários acima,tudo isso é verdade,com gates que mais parecem um inter-bairros com poucas motos,e ai vem um cara que de esporte a motor não sabe NADA e diz que o resultado foi positivo,tenha dó!!!!ahh e a ABMX onde tá nessa horas?????O que fazem em defesa aos pilotos????? ou então somos obrigados a engolir que CBM,ABMX,HONDA falam por ai que são a favor do esporte mas entre si querem acabar com tudo e pensar só no dinheiro?????Um pena..vamos nos mobilizar e “Boicotar” esse tipo de campeonato,façam uma campanha,conversem com seus amigos,vamos esvaziar os gates da super liga….quem sabe assim dão valor aos pilotos que nao sejam da Honda(Nada contra os pilotos da Honda que são guerreiros e mto bons,mas que pisam em ovos pra não serem expulsos no outro ano por um cidadão que todo mundo sabe quem é dentro da Honda…Um abraço

Carlos disse:

Deixa eu colocar mais algumas coisas do Balanço Positivo da Superliga…
Era pra ser um campeonato de Nivel Nacional,,, porém as provas só aconteceram (02) em SC e as outras na região Sudeste,,( como é pequeno o Brasil né)…
As categorias… MX-3 e MX-4 , duas categorias e não enchem um gate,
MX-1 e MX-2,, não echem 70% do Gate,,, sem contar que mais de 60% dos pilotos andam nas duas (imaginem se fosse permitido andar só numa)…
CRF-230, essa é a pior…. 8…9 .. motos no Gate,,,( sem comentarios)…
Alias nenhuma categoria em nenhuma etapa encheu o gate e fez classificatórias,,,, Pergunta???? onde estão os Pilotos????

Mas o que tem de muito positivo isso sim é,,,, o poder e a grana da Honda, sem demagogia (queria que tivesse outras equipes assim,,) ou seja… o mais positivo é saber que existe grana no País pra fazer um grande campeonato de Motocross… falta apenas pararem com brigas e confronto de belezas… até+.

Carlos disse:

Boa tarde Leitores… Sou uma pessoa que respeita todo mundo….mas francamentes quanta hipocrisia da Romagnolli Eventos,,, ( saldo positivo ),,,, o esporte ta rachado, dividido…. com o dinheiro que foi investido por simples e puramente (problemas de beleza) até um campeonato de bola de gude seria no minimo bom com todo esse dinheiro,,, e nao é isso que ouve dos pilotos e do publico geral,,, nao só da superliga mas tmbem do camp. da CBM,,, mas se querem continuar pintando algo que nao existe… fazer o que!!!! Falou no comentario que a Honda foi a principal vencedora do campt, era o minimo que poderia ser feito, diante de um campt, que foi feito pra ela… esse Leandro Romagnolli conhece tanto de Moto e de Motocross,, como eu conheço da NASA,,, não tem o minimo de humildade pois falou de equipes de fábrica,,, e nao falou de Equipes como a 2B Racing e a Pro Tork que levaram alguns Titulos pra casa,, desbancando a toda e poderosa Honda, que ainda é a Maior Equipe do Brasil… Estão cometendo o mesmo erro dos ultimos anos e de outros campeonatos, que é inchando de categorias ao inves de fazer 2 baterias das principais categorias, pois pagar muito pra correr 15-20 ou até 30 minutos e só,, é pra quem pode mesmo, ou quer aparecer… quando digo pra quem pode nao é só para pilotos de categorias menos importantes..mas sim para Pilotos da MX-1 e MX-2, que estão fazendo um alto investimento para terem motos para andar nessas duas categorias,, pra justamente compensar o fato de ir para as corridas e andar só 30min… se fosse 2 baterias , pode ter certeza que tudo seria diferente… desculpa leitores pelo desabafo..mas nao dar pra ficar quieto, pelo menos pra quem tem personalidade… Abraço.

é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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