Relatório ABPMX – 2ª etapa Brasileiro de MX 2011

Por Divulgação | 19 de maio de 2011 - 13:04

A Associação Brasileira de Pilotos de Motociclismo Esportivo – ABPMX, divulgou nesta semana o relatório referente à segunda etapa do campeonato Pro Tork Brasileiro de Motocross 2011, disputada nos dias 7 e 8 de maio em Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul.

1 – O evento

1.1 – Localização do motódromo
Ótima localização, próxima ao centro da cidade.

1.2 – Acesso ao motódromo
O acesso ao motódromo é bom, feito por diversas estradas de acesso à cidade. A sinalização de como chegar ao motódromo era satisfatória.

1.3 – Cronometragem
Não foi observado nenhum problema ou falha na cronometragem.

1.4 – Secretaria de prova
Muito bem localizada com número de pessoas necessárias ao evento. Funcionou perfeitamente durante todo o evento.

1.5 – Vistoria técnica
A vistoria técnica estava muito bem localizada, com acesso direto ao gate de largada. Havia um bom número de pessoas trabalhando na mesma.

2 – Pista

A vistoria técnica do circuito e das instalações do motódromo foram realizadas pela ABPMX na quinta-feira, dia 05/05 juntamente com o Sr Roberto Limberger (Zanela), responsável pela reforma e manutenção da pista. Foi constatado que o circuito se encontrava dentro das especificações técnicas exigidas pela FIM, e que o organizador dispunha de todos os equipamentos necessários para manutenção do circuito e tratamento do terreno durante o evento, item esse indispensável para garantir a segurança aos pilotos participantes.

2.1 – Traçado
O traçado é bem desenhado em um terreno com subidas e descidas naturais (ideal para o motocross). Alguns pilotos e chefes de equipe defendem a ideia de se aumentar um pouco o traçado da pista, utilizando algumas das áreas ao redor do circuito, para se chegar a um tempo de volta próximo a 2 minutos.

A largada é posicionada em local excelente, perto da entrada da pista e de fácil visualização, com largura e comprimento ideais para permitir uma largada segura e bem disputada. Os obstáculos eram técnicos e seguros, feitos com trator de esteira, garantindo uma mesma inclinação e acabamento de um lado ao outro dos saltos de lançamento e recepção, permitindo aos pilotos trocar de traçado sem correr maiores riscos.

Foi necessária a colocação de um salto redutor de velocidade – em um trecho liso, com pedras e de alta velocidade –, onde já ocorreram alguns acidentes nos treinos e etapas anteriores. Foi sugerido ao promotor do evento, que para os próximos eventos, construa no local uma mesa em curva, para diminuir a velocidade e para que os pilotos entrem no próximo salto com as motos alinhadas.

2.1 – Manutenção
Devido à grande quantidade de pedras na pista, o construtor optou em gradear e molhar a mesma superficialmente, para evitar que mais pedras viessem a superfície do terreno. Como a pista endureceu demais no sábado, em reunião entre o Sr Roberto (Zanela), diretoria da ABPMX e uma comissão de pilotos, ficou decidido que a manutenção para domingo seria realizada com uma grade bem funda e pé de pato, tentando preservar as cavas que se formariam durante as baterias, o que tornou a pista ainda mais técnica e baixou a velocidade. Com isso, houveram poucos acidentes, todos sem gravidade.

2.2 – Irrigação
Foi efetuada a irrigação necessária durante todo o evento, ocasionando pouquíssimos pontos de poeira.

2.3 – Sinalização
A sinalização estava bem distribuída e foi eficiente, se observou pequenas falhas na atenção de alguns sinalizadores, que foram corrigidas durante o evento.

2.4 – Resgate
A equipe de resgate estava sempre atenta e foi muito eficiente em seu trabalho.

2.5 – Pit Stop / Pit Lane
Estava bem posicionado e era de tamanho suficiente para abrigar todos os mecânicos.

2.6 – Cerca
A cerca que separa o público da pista estava feita corretamente, porém, o box não foi totalmente isolado do público, que passava por dentro do mesmo para ir do estacionamento para as arquibancadas.É necessário que se isole o box do público para as próximas etapas, para que as equipes trabalhem com mais segurança e tranquilidade durante o evento.

3 – Box

3.1 – Localização
A localização do box é muito boa, com  fácil acesso dos pilotos para a pista. Sugerimos que seja construída uma passarela de passagem do box para a pista apenas para pedestres, pois a passarela atual está colocando em risco tanto os pedestres como os pilotos, no momento da passagem, principalmente devido a grande quantidade de crianças no evento.

3.2 – Tamanho
O tamanho do box era mais que o suficiente.

3.3 – Terreno
O terreno do Box é em desnível e gramado, com boa drenagem em caso de chuva, porém, pode se tornar um problema para locomoção das equipes em um dia de chuva forte.

3.4 – Distribuições das equipes
A mesma não foi bem coordenada, mas como o espaço era grande não prejudicou as equipes. Acreditamos que seria interessante organizar o box de uma forma que se permita abri-lo por um tempo determinado para visitação do público e para os convidados da área vip, em horário pré-determinado, para que se proporcione um contato maior entre público e pilotos.

3.5 – Pontos de água
Os pontos de água foram suficientes para todas as equipes.

3.6 – Pontos de luz
Os pontos de luz foram suficientes para todas as equipes.

3.7 – Lavadores de motos
O lavador de motos estava bem localizado, porém, os boxes de lavagem e pontos de água foram em número insuficientes, o que gerou um mal estar e alguns conflitos entre as equipes, obrigando muitas equipes a tentar lavar as motos nos próprios boxes. A empresa responsável pela montagem do evento estava utilizando, em alguns momentos, grande parte do espaço para lavagem do seu material, o que também prejudicou as equipes.

3.8 – Lixeira
Foram colocadas lixeiras em bom número para o evento.

3.9 – Locais para coletas de óleos
Não foi colocado um tambor coletor de óleo nos boxes.

3.10 – Pista de testes
Não foi destinada nenhuma área para pista de testes.

3.11 – Sistema de som do box
O sistema de som dos boxes estava instalado, porém, em alguns locais do box não se escutava os avisos da organização.

3.12 – Arquibancada de box
Com tamanho suficiente.

3.13 – Segurança
A segurança estava em número suficiente, o que restringiu o número de pessoas dentro da pista e no Pit Lane.

3.14 – Área de alimentação
Satisfatória ao evento.

4 – Serviço médico

4.1 – Localização
Foram montados dois postos de atendimento próximos a entrada da pista, com saída exclusiva para as ambulâncias.

4.2 – Tamanho
O tamanho era suficiente.

4.3 – UTI Móvel
Estavam posicionadas ao lado do posto médico, muito bem equipada e com totais condições de prestar um atendimento de emergência.

4.4 – Ambulância de remoção
Observamos duas ambulâncias de remoção, sendo que as mesmas foram utilizadas quando foram necessárias.

4.5 – Médicos
Haviam dois médicos com grande experiência, o que garantiu uma ótima qualidade no atendimento aos pilotos acidentados.

4.6 – Paramédicos
Haviam paramédicos na pista em número suficiente ao evento.

4.7 – Maqueiros
Não havia uma equipe de maqueiros e este trabalho era realizado pelos próprios médicos e paramédicos na hora que remover para o quadriciclo.

4.8 – Veículos para remoção de acidentados
A remoção era feita por quadriciclo até o ambulatório e posteriormente por maca até as ambulâncias.

4.9 – Veículo para locomoção dos médicos
Um médico estava com quadriciclo sempre acompanhado de um paramédico.

4.10 – Planejamento do serviço médico
Foi muito bem feito, com preocupações em acesso e via de escape exclusiva.

4.11 – Distribuição dos médicos e paramédicos
Foi bem planejada e as intervenções eram rápidas.

4.12 – Atendimentos acompanhados
Os atendimentos que pudemos acompanhar foram bem feitos, as intervenções observavam sempre a segurança do acidentado e dos demais pilotos que estavam competindo. A remoção pelo quadriciclo era utilizada na maior parte dos acidentes.

4.13 – Acesso exclusivo para ambulância
As ambulâncias tinham acesso apenas as entradas do circuito. Os quadriciclos contavam com uma pista externa ao redor de todo o circuito.

5 – Detalhamento do evento

Chegamos ao evento na quinta-feira, quando realizamos a vistoria do motódromo e do circuito. Conversamos com o promotor do evento Sr Cláudio Chies e o Sr Roberto (Zanela), que nos passaram todas as informações solicitadas, principalmente em relação à parte médica, reformas e maquinário disponível para manutenção da pista. Fomos informados que a empresa responsável pela montagem da estrutura do evento não havia conseguido as liberações necessárias para a realização do evento (contratação de engenheiro para projeto e RT – Bombeiros), onde nos prontificamos a ajudar caso fosse necessário.

A pista estava muito bem construída, e foi muito elogiada pelos pilotos. A maior preocupação foi com o tratamento do terreno, que foi gradeado superficialmente na sexta-feira (devido a grande quantidade de pedras em alguns locais). No sábado, a pista começou a endurecer rapidamente, deixando alguns pontos bem lisos. Ainda no sábado a tarde, realizamos uma reunião com o responsável da pista (Zanela) e uma comissão de pilotos, sendo decidido entre todos que a manutenção para o domingo deveria ser feita com as grades e o pé de pato, e que seria feito um salto redutor de velocidade na curva após a reta da chegada.

No sábado, às 18h, realizamos a reunião oficial da ABPMX, quando foram discutidos todos os aspectos relacionados ao evento e sobre os pontos que deveriam ser melhorados para o domingo. Foi nos repassado pela CBM uma proposta de alteração nos horários das provas de domingo, que propunha a realização da MX3 na parte da manhã, antes da abertura oficial do evento, o que anteciparia toda a programação em mais de 1 hora, o que seria ideal devido ao problema de sol no rosto dos pilotos e temperatura baixa prevista para o domingo.

A mudança no horário foi aprovada pelos pilotos e divulgada pela CBM. Foi mais uma vez lembrado que a reunião da ABPMX com os pilotos será realizada sempre às 18h do sábado, na sala de reuniões da organização ou na barraca da entidade.

Após a reunião com os pilotos, realizamos mais uma vistoria no circuito e constatamos que as mudanças solicitadas já tinham sido providenciadas. No domingo, todas as baterias ocorreram sem incidentes, além de terem sido muito competitivas e seguras, proporcionando um grande espetáculo ao público e pilotos presentes.

Mais uma vez tivemos a certeza que a participação da ABPMX é fundamental para garantir a segurança dos pilotos e o sucesso dos eventos. Os promotores e a comissão técnica da CBM fizeram um excelente trabalho e agiram com profissionalismo e competência em todos os momentos necessários, compartilhando todas as decisões com a ABPMX.

Local e data: Carlos Barbosa, 09 de maio de 2011

Diretor da ABPMX responsável pelo relatório: Marlon Olsen

Membros da ABPMX no evento: Marlon Olsen e Gabriel Miranda

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Comentários

Jorge Soares disse:

Twitter: mundocross
Olá pessoal !!

Eu entendo a manifestação do Marcio, do Jair e do Jonas, que são legítimas, mas peço para entenderem que este relatório é na visão dos pilotos (ABPMX), e não do promotor do evento.

O Marlon fez (como fazia nos anos que estava de presidente da ABPMX) este ótimo relatório vendo o lado dos pilotos (que não tem como) além de se preocuparem com suas revindicações, se preocuparem também com o restante da organização, que aí cabe a CBM fazer relatórios idênticos ao que o Marlon fez aí acima, mas com os pontos relativos ao público, divulgação, retorno de mídia, participação da imprensa, nível de satisfação dos patrocinadores com aquele evento e por aí vai…..

Mas vou enviar um email para o Claudio Chies para ele dar uma lida nos comentários de vocês e ver para melhorar para a temporada 2012.

Falowww

Jorge

jonas disse:

O evento estava bem legal, porem faço dfuas queixas:
1ª) O locutor fala somente dos 5 primeiros colocados, mas esquece de anunciar os patrocinadores dos pilotos, uma coisa muito importante, pois estes nao estaop em nenhum espaço.
2ª) O que o Sr. Chies e a CBM fizeram com os pilotos e equipes? nao deixaram ninguem entrar nas arquibancadas e nem na area de alimentação. Um absurdo ter que pagar R$13,00 para comer um pedaço de pizza e para dar uma olhada em ‘tal’ curva para poder achar um traçado ideal…

No resto estao de parabéns

jair teixeira disse:

Faltou o ítem 6

Item 6.0 Locutor
Estava fora de ritmo com evento, estava desorganizado, oferecendo risco de estragar a emoção do espetáculo. Esse assunto será revisto na próximas etapas do Brasileiro.

Agora está completo o relatório.

Rodrigo Sippel disse:

Acho que finalmente estamos no caminho certo! O esporte está se profissionalizando, os pilotos estão tendo suas solicitações atendidas (em partes).
Que essas atitudes deixem de ser “novidades” e passem a ser rotina nas competições nacionais.

fabricio magalhaes disse:

Parabens pelo relatorio e pela decisao de gradear mais fundo o terreno pois so assim iram diminuir os acidentes e aumentar o nivel tecnico,parabens a ABPMX.

Twitter: FISCHER
PARABENS JORGE !!! MATERIA SHOW DE BOLA!!!

Ricardo disse:

É isso ai o motocross Brasileiro se profissionalizando,todo mundo conversando,cada um dando um pouco de braço a torcer,que tudo funciona legal,muito show a materia

marcio disse:

estava tudo otimo mas tenho uma observação, a area de estacionamento para o publico ainda esta pessima e muito perigosa.

no demais foi um otimo espetaculo

cleber disse:

muito interresante esse relatório da abpmx,com certeza vem para somar e contribuir para para a evolução do motocross.
eu como presidente do moto clube chapecó, vou levar esse relatório para nossas reuniões para discutirmos e tirarmos proveitos para a 3º etapa da superliga que realizaremos nos dias 4 e 5 de junho.

parabéns Marlon

é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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