Relatório ABPMX – 3ª etapa Superliga de MX 2011

Por Divulgação | 23 de junho de 2011 - 10:53

A Associação Brasileira de Pilotos de Motociclismo Esportivo esteve presente na terceira etapa da Superliga Brasil de Motocross 2011, realizada nos dias 4 e 5 de junho, em Chapecó, Santa Catarina. O objetivo foi fiscalizar o evento para garantir disputas com qualidade e segurança aos competidores. Confira abaixo o resumo do relatório feito por Marlon Olsen, diretor técnico da entidade.

1 – O evento

1.1 – Localização do motódromo

Boa localização, motódromo relativamente próximo ao centro da cidade.

1.2 – Acesso ao motódromo

Bom acesso e sinalização indicativa satisfatória.

1.3 – Cronometragem

Não foi observado nenhum problema ou falha na cronometragem.

1.4 – Secretaria da prova

Muito bem localizada, com número de pessoas compatível ao evento. Funcionou perfeitamente durante toda a etapa.

1.5 – Vistoria técnica

Vistoria técnica bem localizada, com acesso direto ao gate de largada. Trabalhos realizados dentro do planejado, com bom número de pessoas.

2 – Pista

Por se tratar de uma pista já existente e conhecida da entidade, a vistoria técnica do circuito e das instalações do motódromo foi realizada na sexta-feira, dia 3. O traçado passou por reformulação, ficando mais técnico e seguro em relação a temporada anterior. A pista se encontrava dentro das especificações técnicas exigidas pela FIM e o organizador dispunha de todos os equipamentos necessários para tratamento do terreno, item este indispensável para garantir a segurança aos pilotos participantes.

2.1 – Traçado

O traçado foi desenhado em um terreno em desnível, tornando a pista mais interessante. A largada foi bem construída e contou com uma distância razoável entre o gate e a primeira curva, não oferecendo nenhum tipo de risco aos pilotos. Os obstáculos eram técnicos, com algumas curvas descompensadas, aumentando o nível da pista.

2.1 – Manutenção

A manutenção foi realizada com duas grades e pé de pato (escarificador), sendo que em algumas curvas optou-se por não retirar as cavas que se formaram durante os treinos e baterias, tornando a pista ainda mais técnica e com menor velocidade, diminuindo o número de acidentes graves. Em reunião da ABPMX no sábado, após grande discussão e debate, optou-se por não gradear o solo após o uso do escarificador, o que posteriormente foi comprovado ser um erro, pois o tipo de terra do local não permitiu que os torrões soltados se quebrassem com facilidade, fato que foi amenizado no domingo, mas que não foi 100% resolvido. Para uma próxima prova nesta pista, devido a terra ser muito dura e seca, deve-se passar o escarificador e posteriormente a grade, quebrando todos os torrões, e, se possível, tentar misturar pó de serra ou areia em algumas partes, o que deixaria a pista perfeita.

2.2 – Irrigação

A pista teve poucos pontos de poeira, uma vez que foi efetuada a irrigação necessária durante todo o evento.

2.3 – Sinalização

A sinalização estava bem distribuída e foi eficiente. O fato de o evento ser transmitido pela televisão obriga que as placas publicitárias estejam muito próximas ao traçado da pista, o que sempre necessitará um cuidado redobrado para posicioná-las em locais de baixa velocidade ou baixa dificuldade.

2.4 – Resgate

A equipe de resgate estava sempre atenta e trabalhou de forma muito eficiente.

2.5 – Pit stop / Pit lane

Estava bem posicionado e era de tamanho suficiente para abrigar todos os mecânicos.

2.6 – Cerca

A cerca que separa o público da pista estava perfeita e o box foi totalmente isolado, permitindo que as equipes trabalhassem com maior tranquilidade durante todo o evento.

3 – Box

3.1 – Localização

A localização do box era excelente, com  fácil acesso dos pilotos para a pista.

3.2 – Tamanho

O tamanho do box era mais que o suficiente.

3.3 – Terreno

O terreno do box era o ideal (asfaltado).

3.4 – Distribuição das equipes

Apesar da distribuição das equipes não ter sido bem coordenada, estas não foram prejudicadas, pois o espaço era mais que o suficiente para todas. Acreditamos que seria interessante organizar o box de uma forma que se permita abri-lo para visitação do público e para os convidados da área vip em um determinado horário do evento, promovendo interação entre pilotos e público.

3.5 – Pontos de água

Os pontos de água no box foram suficientes para todas as equipes.

3.6 – Pontos de luz

Os pontos de luz foram suficientes para todas as equipes

3.7 – Lavadores de motos

Os boxes de lavagem e os pontos de água para os lavadores de motos estavam bem localizados e foram suficientes. O pouco tempo entre o warm-up e baterias obriga muitas equipes a tentar lavar as motos nos próprios boxes ou a largar com as motos sujas. O ideal seria aumentar o tempo de intervalo entre o warm-up e as baterias em pelo menos 10 minutos.

3.8 – Lixeira

Foram colocadas lixeiras em bom número para o evento.

3.9 – Locais para coleta de óleos

Foi colocado um tambor coletor de óleos nos boxes.

3.10 – Pista de testes

Foi destinada uma área ao lado dos boxes, como pista de testes, porém sem sinalização.

3.11 – Sistema de som do box

O sistema de som dos boxes estava instalado corretamente, com microfone e controle dentro da vistoria técnica, porém, a organização fez uma alteração na programação da prova para o domingo e não avisou de forma eficiente a todas as equipes, fato que prejudicou alguns pilotos.

3.12 – Arquibancada de box

Em tamanho suficiente, mas em local com pouca visibilidade. Foi solicitada à ABPMX que seja liberada uma área dentro da pista exclusiva para que os pilotos assistam as provas, uma vez que isto ajuda no desenvolvimento da técnica de pilotagem e acerto das motos, principalmente para os atletas mais novos.

3.13 – Segurança

A segurança estava em número suficiente, restringindo o número de pessoas dentro da pista, boxes e Pit Lane.

3.14 – Área de alimentação

Excelente.

4 – Serviço médico

4.1 – Localização

Foi montado um posto de atendimento nos boxes com acesso exclusivo.

4.2 – Tamanho

O tamanho era suficiente.

4.3 – UTI móvel

Estava posicionada ao lado do posto médico, muito bem equipada e com total condições de prestar um atendimento de emergência.

4.4 – Ambulância de remoção

Observamos duas ambulâncias de remoção, sendo que as mesmas foram plenamente utilizadas em todos os momentos que foram necessários.

4.5 – Médicos

Haviam dois médicos dentro da pista com grande experiência, o que garantia uma ótima qualidade no atendimento aos pilotos acidentados.

4.6 – Paramédicos

Haviam paramédicos na pista.

4.7 – Maqueiros

Não havia uma equipe de maqueiros e este trabalho era realizado pelos próprios médicos e paramédicos na hora de remover para o quadriciclo.

4.8 – Veículo para remoção de acidentados

A remoção era feita por quadriciclo até o ambulatório e, posteriormente, por maca até as ambulâncias.

4.9 – Veículo para locomoção dos médicos

Um médico estava com moto e outro com quadriciclo, acompanhado de um paramédico.

4.10 – Planejamento do serviço médico

Foi muito bem feito, com preocupações em acesso e via de escape exclusiva.

4.11 – Distribuição dos médicos e paramédicos

Foi bem planejada e as intervenções foram rápidas.

4.12 – Atendimentos acompanhados

Os atendimentos que pudemos acompanhar foram bem feitos, as intervenções observavam sempre a segurança do acidentado e dos demais pilotos que estavam competindo. A remoção pelo quadriciclo era utilizada na maior parte dos acidentes.

4.13 – Acesso exclusivo para ambulância

As ambulâncias tinham acesso exclusivo a parte de baixo do circuito. Para um atendimento na parte de cima do mesmo, era necessário a remoção com o quadriciclo.

5 – Detalhamento do evento

A vistoria do motódromo e do circuito foi realizada de forma tranquila e a ABPMX foi bem recebida pelo diretor da Romagnolli Eventos, Leandro Romagnolli, e o construtor de pista, Luis Antonio Braga, que passaram todas as informações solicitadas, principalmente sobre a parte médica, traçado e maquinário disponível para manutenção. A pista de Chapecó sofreu algumas melhorias em relação a 2010, principalmente em relação ao número de obstáculos, que a tornaram mais técnica e ao mesmo tempo mais segura.

A reunião com os pilotos foi realizada no sábado, às 18h. Na ocasião, discutiu-se sobre o atual momento que o motociclismo nacional passa e sobre todos os aspectos relacionados ao evento, principalmente os pontos que deveriam ser checados para o domingo. Foi repassado um requerimento com algumas solicitações ao promotor, as quais foram prontamente atendidas. Entre elas, destacam-se a mudança de local do arco após a largada e que fosse passado apenas o escarificador na manutenção da pista para o domingo.

Também foi solicitado por alguns pilotos e mecânicos, que para as próximas provas o tempo entre o warm-up e as baterias tivesse um aumento de mais 10 minutos no seu intervalo, para que as equipes possam fazer a manutenção necessária nas motocicletas. Foi solicitado pelos pilotos da MX4 que a premiação dessa categoria seja a mesma da MX3 a partir das próximas provas, e que o horário da largada seja antecipado, pois o pôr do sol coloca em risco os pilotos devido a dificuldade de visão.

Por se ter passado apenas o escarificador, a pista estava muito pesada no início dos treinos de domingo, prejudicando os pilotos, principalmente os que entraram primeiro, como os da categoria 85cc/150cc. O fato também causou alguns acidentes, uma vez que o terreno estava escorregadio e duro na entrada dos saltos. Sugerimos que para as próximas provas seja colocada uma categoria com motos grandes para abrir o traçado após a manutenção do sábado.

Ficou definido que a reunião dos pilotos será realizada sempre no sábado, entre 18h e 18h30, na sala de reuniões da organização do evento ou na tenda da ABPMX. Participaram da reunião os pilotos Massoud Nassar, Jorge Balbi Júnior, Jean Ramos, João ‘Marronzinho’ Júnior, João Paulo Feltz, Anderson Cidade, Milton Becker, Rafael Faria, Endrews Armstrong, Ademir Todeschini, Thales Vilardi e Marlon Olsen entre outros.

O Moto Clube de Chapecó ofereceu após a reunião um excepcional churrasco. O enorme profissionalismo e espírito de companheirismo dos integrantes da entidade na organização da prova foram determinantes para o sucesso da mesma.

Todas as baterias ocorreram sem maiores incidentes. Sem dúvida nenhum,a o evento foi um sucesso. Parabéns aos organizadores, equipes e pilotos.

Data e local: Chapecó, 5 de junho de 2011

Diretor da ABPMX responsável pelo relatório: Marlon Olsen

Membros da ABPMX no evento: Marlon Olsen e Ricardo de Moura

Compartilhe este conteúdo

Comentários

cleber disse:

boa tarde Henrique !

lhe respondendo seu comentario gostaria de comentar principalmente
a sua educação que ficou somente nas nossas diferenças de opinião sem palavras fortes que não acresentariam nada e acho que você entendeu meu desabafo e para mim estamos em paz como deve ser ok.

abraços!! e viva o motocross

Cleber do Moto Clube Chapecó

carlinhos disse:

pessoal do site, alguém pode informar que vai ser o nartrador do brasileiro, estrtura de som, arquibancada, diretor de prova e outras coisas q envolvem o esporte, ou será de novo na última hora, MEU DEUS ESTAMOS FALANDO DO BRASILEIRO, cade a divulgação, ou abandonaram a barca

henriqque disse:

boa noite Sr Cleber parabens pelo seu moto clube pela primeira vez depois de dias e que ouvi falar dele, ficando em segundo plano os seus esforcos perante a midia do motocross, se nao fosse este espaco aberto por este dignissimo site, talvez nem tinhamos notado que voces faziam parte da organizacao….que eu levantei aqui que o SR Marlon esta mais pra arquiteto do que realmennte fazer o que conta…com uma prova tao distante se ha de convir pra maioria dos pilotos a ajuda de custo e uma piada….sem contar a desorganizacao da cronometragem a bagunca que fizeram na mx3 e 4 pq o Sr marlon nao cita estas coisas porque agora ele deve ser arquiteto . Se for citar todos problemas envolvendo a parte que infelizmente nao competem a voces organizarem vai dar um livro.. O problema principal e organizadora principal do evento…que sem nenhum pudor defende todos os interesses do patrocinador master.. tb acho certo pois quem paga sao eles, mas e a etica ainda sera que conta.sem mais para o momento e obrigado pela atencao dispensada

Alberto disse:

Não tinha lido o Item 3.7
Ma não concordo com o que esta escrito lá,,,, que o “tempo” tornava inviavel lavar a moto no local determinado,,, obrigando equipes lavar as motos em qualquer lugar…… o TEMPO de deslocamento de qualquer ponto do Box até o local onde estava destinado para a lavagem das motos era minimo…. não se esqueçam… Profissionalismo faz com que gere, organização e estratégia…

Alberto disse:

Ola,,, só gostaria de fazer uma solicitação e reenvindicação para as proximas provas…. que fosse respeitado pelas equipes, e cobrado pelos organizadores, um local UNICO, para a lavagem das motos,,, pode até ter o lugar,,, mas muitas equipes não respeitam e lavam as motos onde bem querem,,, como aconteceu em Chapecó, tornando alguns locais aos quais nao tinha como desviar o caminho, num verdadeiro mar de lama….. Tremenda falta de educação e respeito com o proximo,,, mas até que o povo não seja educado,,,, alguem deveria cobrar isso…

cleber disse:

boa tarde a todos !

sr Henrique , não entendi ,(cidade muito distante e estranhame muito )
o que você estâ encinuando , seu iresponsável.
tenho 15 anos de motocross: a pista estava muito boa,larga e com 1.800 mts e a estrutura do autodrômo nem se fala ( box coberto e asfaltado ) e a estrutura da superliga tambêm muito boa,
a nossa cidade recebe a feira EFAPI classificada como a segunda maior feira do sul do Brasil e a mercoagro que é a maior feira do setor de agronegócios do Brasil ou será que para essas feiras está bom e para o motocross não.
nossa cidade tem uma excelente rede hoteleira e aéroporto com linhas diretas para as principais cidades do centro do Brasil e ainda a revenda HONDA GAMGATTO seguramente uma das maiores do pais com varias filiais.
fica aqui meu protesto e digo que nosso país realmente está sofrendo com a politica nacional mas aqui o partido é outro. será que tem alguma critica construtiva além do relatório da ABPMX.
com certeza o MARLON OLSEN é credênciado e tem respaldo para levarmos em conta seu relatório.

SDS. Cleber do Moto Clube Chapecó

henrique disse:

faltou falar que ajuda de custo e uma verdadeira porcaria , e que juncao das categorias mx4 e mx3 numa so cronometragem este cara este de olhos fechados…..outra coisa e uma cidade muito distante dos centro de motociclismo estranaha- me muito este lugares

rafael disse:

tudo perfeito otima estrutura,pista muito boa tecnica e larga ,box top ,mas a chuva de sexta pode ser o atraso

tiago disse:

faltou citar o atraso dos horario de sabado, que deixou a 65 e mx3 com apenas um treino antes da corrida. faltou citar tambem, que o cronograma pra domingo so foi duvulgado no domingo pela manha, causando atraso e correria pros pilotos da MXjr, que foi a primeira a fazer o warm-up.

é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

Desenvolvido por GetFly