Relatório ABPMX – 4ª etapa Superliga MX 2011

Por Divulgação | 01 de agosto de 2011 - 18:17

Confira o parecer elaborado pela entidade em vistoria ao evento realizado nos dias 25 e 26 de junho, em Penha, Santa Catarina. Com o objetivo de fiscalizar e garantir disputas com qualidade e segurança aos competidores, a associação brasileira de pilotos de motociclismo esportivo esteve presente na quarta etapa da superliga brasil de motocross 2011, realizada nos dias 25 e 26 de junho, em Penha, Santa Catarina. Confira abaixo o relatório feito por Marlon Olsen, diretor técnico da entidade.

1 – O evento

1.1 – Localização do motódromo

Excelente localização, motódromo próximo ao centro da cidade e dentro do parque beto carrero world.

1.2 – Acesso ao motódromo

O acesso ao motódromo era muito bom, porém, a sinalização não era satisfatória.

1.3 – Cronometragem

Não foi observado nenhum problema ou falha na cronometragem.

1.4 – Secretaria de prova

Muito bem localizada, com número de pessoas compatível ao evento. Funcionou perfeitamente durante toda a etapa.

1.5 – Vistoria técnica

Vistoria técnica bem localizada, com acesso direto ao gate de largada. Trabalhos realizados dentro do planejado, com bom número de pessoas.

2 – Pista

A vistoria técnica do circuito e das instalações do motódromo foi realizada pela abpmx na quinta-feira, dia 23, pois se tratava de uma pista que nunca sediou uma etapa de mx. Foi constatado que o circuito se encontrava dentro das especificações técnicas exigidas pela fim. O organizador dispunha de todos os equipamentos necessários para tratamento do terreno durante o evento, item este indispensável para garantir segurança aos pilotos participantes.

2.1 – Traçado

O traçado foi bem desenhado em um terreno em desnível, tornando a pista bem mais interessante para pilotos e público. A largada foi bem construída e contou com uma distância razoável entre o gate de largada e a primeira curva, não oferecendo nenhum tipo de risco aos pilotos. O plantio de grama ao redor do traçado deixou a pista muito bonita, porém, comprometeu a drenagem da mesma, sendo que houveram vários pontos de acúmulo de água. Os obstáculos eram bastante técnicos com algumas curvas descompensadas.

2.1 – Manutenção

A manutenção foi realizada com eficiência, principalmente em algumas curvas, sem retirar as cavas que se formaram durante os treinos e baterias. Em reunião da abpmx no sábado, foi comentado sobre a pouca drenagem da pista e sobre a boa qualidade da terra, que melhora bastante a tração das motocicletas.

2.2 – Irrigação

Não foi preciso irrigar a pista devido a grande quantidade de chuva nos dias anteriores ao evento e no domingo.

2.3 – Sinalização

A sinalização foi realizada corretamente, porém alguns sinalizadores estavam mal posicionados e mal treinados, o que foi repassado ao organizador após a reunião da abpmx no sábado. O fato de o evento ser transmitido pela televisão obriga que as placas publicitárias estejam muito próximas ao traçado da pista, o que sempre necessitará um cuidado redobrado. O ideal seria posicioná-las em locais de baixa velocidade ou baixa dificuldade.

2.4 – Resgate

A equipe de resgate estava sempre atenta e trabalhou de forma muito eficiente.

2.5 – Pit stop / pit lane

Era de tamanho suficiente para abrigar todos os mecânicos, porém, estava mal posicionado, obrigando-os a entrar na pista para conseguir que as suas sinalizações fossem vistas pelos seus pilotos.

2.6 – Cerca

A cerca que separa o público da pista estava perfeita e o box foi totalmente isolado, permitindo que as equipes trabalhassem com maior tranqüilidade durante todo o evento.

3 – Box

3.1 – Localização

A localização do box era excelente, com  fácil acesso dos pilotos para a pista.

3.2 – Tamanho

O tamanho do box era suficiente.

3.3 – Terreno

Como na maioria das pistas de motocross do brasil, o terreno do box era de terra com cascalho, e ficou comprometido devido a forte chuva que caiu no domingo.

3.4 – Distribuições das equipes

Novamente, a distribuição não foi bem coordenada, e, como o espaço não era tão grande, prejudicou as equipes. Acreditamos que seria interessante organizar o box de uma forma que facilite o acesso dos pilotos a entrada da pista, abrindo-o por um tempo determinado para visitação do público, promovendo interação.

3.5 – Pontos de água

Os pontos de água no box foram suficientes para todas as equipes.

3.6 – Pontos de luz

Os pontos de luz foram suficientes para todas as equipes

3.7 – Lavadores de motos

Os boxes de lavagem e os pontos de água para os lavadores de motos estavam bem localizados e foram suficientes. O pouco tempo entre o warm-up e baterias obrigou muitas equipes a tentar lavar as motos nos próprios boxes ou largar com as motos sujas. O ideal seria aumentar o tempo de intervalo entre o warm-up e as baterias em pelo menos 10 minutos.

3.8 – Lixeira

Foram colocadas lixeiras em bom número para o evento.

3.9 – Locais para coleta de óleos

Foi colocado um tambor coletor de óleo nos boxes.

3.10 – Pista de testes

Não foi destinada uma área como pista de testes.

3.11 – Sistema de som do box

O sistema de som dos boxes estava instalado corretamente, com microfone e controle dentro da vistoria técnica.

3.12 – Arquibancada de box

Em tamanho suficiente, mas em local com pouca visibilidade. Foi solicitada à empresa promotora uma área exclusiva dentro da pista para os pilotos assistirem as provas, pois isto ajuda no desenvolvimento da técnica de pilotagem e acerto das motos, principalmente para os pilotos mais novos.

3.13 – Segurança

A segurança estava em número suficiente, restringindo o número de pessoas dentro da pista, boxes e pit lane.

3.14 – Área de alimentação

Excelente.

4 – Serviço médico

4.1 – Localização

Foi montado um posto de atendimento nos boxes com acesso exclusivo.

4.2 – Tamanho

O tamanho era suficiente.

4.3 – UTI móvel

Estava posicionada ao lado do posto médico, muito bem equipada e com total condição de prestar um atendimento de emergência.

4.4 – Ambulância de remoção

Observamos duas ambulâncias de remoção, sendo que as mesmas foram plenamente utilizadas em todos os momentos que foram necessários.

4.5 – Médicos

Haviam dois médicos dentro da pista com grande experiência, o que garantia uma ótima qualidade no atendimento aos pilotos acidentados.

4.6 – Paramédicos

Haviam paramédicos na pista.

4.7 – Maqueiros

Não havia uma equipe de maqueiros e este trabalho era realizado pelos próprios médicos e paramédicos na hora de remover para o quadriciclo.

4.8 – Veículo para remoção de acidentados

A remoção era feita por quadriciclo até o ambulatório e, posteriormente, por maca até as ambulâncias.

4.9 – Veículo para locomoção dos médicos

Um médico estava com moto e outro com quadriciclo, acompanhado de um paramédico.

4.10 – Planejamento do serviço médico

Foi muito bem feito, com preocupações em acesso e via de escape exclusiva.

4.11 – Distribuição dos médicos e paramédicos

Foi bem planejada e as intervenções foram rápidas.

4.12 – Atendimentos acompanhados

Os atendimentos que pudemos acompanhar foram bem feitos, as intervenções observavam sempre a segurança do acidentado e dos demais pilotos que estavam competindo. A remoção pelo quadriciclo era utilizada na maior parte dos acidentes.

4.13 – Acesso exclusivo para ambulância

As ambulâncias tinham acesso exclusivo a parte de baixo do circuito. Para um atendimento na parte de cima do mesmo, seria necessária a remoção com o quadriciclo.

5 – Detalhamento do evento

Realizamos a vistoria do motódromo na quinta-feira anterior ao evento e pudemos concluir que a pista foi bem construída, com material de boa qualidade. O construtor foi o mesmo do mundial de Motocross (jJstin Barclay), que realizou um excelente trabalho, tanto no traçado, como na qualidade dos obstáculos, deixando a pista técnica e ao mesmo tempo segura.

A reunião da ABPMX foi feita no sábado, às 18h, na sala de reuniões montada no motódromo, onde se discutiu sobre os pontos que deveriam ser checados para o domingo. Um requerimento com algumas solicitações foi passado ao promotor. Entre elas a revisão do posicionamento e aumento dos sinalizadores, a aplicação de penas alternativas aos pilotos infratores, melhoria na drenagem da pista, treino da mx2 por primeiro, local isolado para os pilotos assistirem as provas dentro da pista, mudança do local do pit stop e autorização da entrada de duas pessoas por competidor.

As baterias de sábado ocorreram sem maiores incidentes, porém, a forte chuva de domingo obrigou os organizadores a realizar apenas uma bateria da categoria mx pró e mx2.

Diretor da ABPMX responsável pelo relatório : Marlon Olsen

Membros da ABPMX no evento : Marlon Olsen e Celso Melo

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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