Relatório ABPMX – 3ª etapa Brasileiro de MX 2011

Por Divulgação | 02 de agosto de 2011 - 15:21

Entidade divulga detalhes sobre o evento realizado nos dias 16 e 17 de julho, em Canelinha, Santa Catarina. A Associação Brasileira de Pilotos de Motociclismo Esportivo esteve no motódromo Arthur Jachowicz, em Canelinha, Santa Catarina, nos dias 16 e 17 de julho, para acompanhar e defender os interesses dos pilotos na terceira etapa do campeonato brasileiro de motocross. Confira abaixo o resumo do relatório feito por marlon olsen, diretor técnico da entidade.

1 – O evento

1.1 – Localização do motódromo

Boa localização, motódromo próximo ao centro da cidade.

1.2 – Acesso ao motódromo

Acesso razoável ao local do evento e sinalização indicativa satisfatória.

1.3 – Cronometragem

Não foi observado nenhum problema ou falha na cronometragem.

1.4 – Secretaria de prova

Muito bem localizada, com número de pessoas compatível ao evento. Funcionou perfeitamente durante toda a etapa.

1.5 – Vistoria técnica

A vistoria técnica contava com número suficiente de pessoas e estava bem localizada, com acesso direto ao gate de largada.

2 – Pista

A vistoria técnica do circuito e das instalações do motódromo foi realizada pela abpmx na sexta-feira, dia 15. Na ocasião, foi constatado que o circuito se encontrava dentro das especificações técnicas exigidas pela fim, com algumas melhorias em relação a etapa do mundial e do brasileiro de 2010. Os organizadores dispunham de todos os equipamentos necessários para manutenção do circuito e tratamento do terreno durante o evento, garantindo segurança aos pilotos participantes.

2.1 – Traçado

O traçado foi bem desenhado, em um terreno com subidas e descidas naturais (ideal para o motocross). A largada foi posicionada em local excelente, perto da entrada da pista e de fácil visualização, com largura e comprimento ideais para permitir um início seguro e bem disputado. Os obstáculos eram técnicos e seguros, feitos com trator de esteira, garantindo uma mesma inclinação e acabamento de um lado ao outro dos saltos de lançamento e recepção, permitindo aos pilotos trocar de traçado sem correr maiores riscos.

2.1 – Manutenção

Foi excelente durante todo o evento.

2.2 – Irrigação

A pista teve poucos pontos de poeira, uma vez que foi efetuada a irrigação necessária durante todo o evento.

2.3 – Sinalização

A sinalização estava bem distribuída e foi muito eficiente.

2.4 – Resgate

A equipe de resgate estava sempre atenta e foi muito eficiente em seu trabalho.

2.5 – Pit stop / pit lane

Estava bem posicionado e era de tamanho suficiente para abrigar todos os mecânicos.

2.6 – Cerca

A cerca que separa o público da pista foi feita corretamente, porém, o box não foi totalmente isolado do público, que passava por dentro do mesmo para ir as arquibancadas. É necessário que se isole o box do público para as próximas etapas, para que as equipes trabalhem com maior segurança e tranqüilidade durante todo o evento.

3 – Box

3.1 – Localização

A localização do box é excelente, com fácil acesso dos pilotos para a pista. Para as próximas provas, sugerimos que o tráfico de motocicletas seja restrito aos pilotos e mecânicos, pois havia um tráfego excessivo de veículos conduzidos por crianças e adultos, em sua maioria sem o uso de capacete.

3.2 – Tamanho

O tamanho do box era suficiente.

3.3 – Terreno

O terreno do box era de terra com cascalho.

3.4 – Distribuições das equipes

A distribuição das equipes foi bem coordenada, deixando uma larga avenida de acesso a pista. Acreditamos que a visitação do público e dos convidados ao box, deveria ser permitido apenas em horário pré-determinado, para que se proporcione uma maior segurança as equipes e um contato entre público e pilotos.

3.5 – Pontos de água

Os pontos de água foram suficientes para todas as equipes.

3.6 – Pontos de luz

Os pontos de luz foram suficientes para todas as equipes.

3.7 – Lavadores de motos

O lavador de motos estava bem localizado e em número suficiente.

3.8 – Lixeira

Foram colocadas lixeiras em bom número para o evento.

3.9 – Locais para coleta de óleos

Foi colocado um tambor coletor de óleo nos boxes.

3.10 – Pista de testes

Foi destinada uma área de testes ao lado da entrada do box.

3.11 – Sistema de som do box

O sistema de som dos boxes funcionou bem durante todo o evento.

3.12 – Arquibancada de box

Em tamanho suficiente.

3.13 – Segurança

A segurança estava em número suficiente, restringindo o número de pessoas dentro da pista e pit lane.

3.14 – Área de alimentação

Satisfatória ao evento.

4 – Serviço médico

4.1 – Localização

Foram montados dois postos de atendimento próximos a entrada da pista, com saída exclusiva para as ambulâncias.

4.2 – Tamanho

O tamanho era suficiente.

4.3 – UTI móvel

Estava posicionada ao lado do posto médico, muito bem equipada e com total condições de prestar um atendimento de emergência.

4.4 – Ambulância de remoção

Observamos duas ambulâncias de remoção.

4.5 – Médicos

Haviam dois médicos com grande experiência, o que garantiu uma ótima qualidade no atendimento aos pilotos acidentados.

4.6 – Paramédicos

Haviam paramédicos na pista em número suficiente.

4.7 – Maqueiros

Não havia uma equipe de maqueiros e este trabalho era realizado pelos próprios médicos e paramédicos na hora de remover para o quadriciclo.

4.8 – Veículo para remoção de acidentados

A remoção era feita por quadriciclo até o ambulatório e, posteriormente, por maca até as ambulâncias.

4.9 – Veículo para locomoção dos médicos

Um médico estava com quadriciclo, sempre acompanhado de um paramédico.

4.10 – Planejamento do serviço médico

Foi muito bem feito, com preocupações em acesso e via de escape exclusiva.

4.11 – Distribuição dos médicos e paramédicos

Foi bem planejada e as intervenções foram rápidas.

4.12 – Atendimentos acompanhados

Os atendimentos que pudemos acompanhar foram bem feitos, as intervenções observavam sempre a segurança do acidentado e dos demais pilotos que estavam competindo.

4.13 – Acesso exclusivo para ambulância

As ambulâncias tinham acesso apenas as entradas do circuito. Os quadriciclos contavam com uma pista externa ao redor de todo o circuito.

5 – Detalhamento do evento

Chegamos ao evento na sexta-feira, onde realizamos a vistoria do motódromo. Conversamos com os organizadores, que nos passaram todas as informações solicitadas, principalmente em relação a parte médica, reformas e maquinário disponível para manutenção da pista.

A pista estava bem tratada e foi muito elogiada pelos pilotos e equipes. Foram feitas algumas melhorias em relação as provas do mundial de mx e brasileiro de 2010, que a tornaram ainda mais técnica e interessante.

No sábado, às 18h, foi realizada a reunião oficial da ABPMX, na qual foram discutidos todos os aspectos relacionados ao evento. Na ocasião foram solicitadas duas melhorias: proteger ou remover o arco metálico da seção de costelas e preencher com terra a recepção da segunda costela. Ambas foram prontamente atendidas pelos organizadores.

Além dos pilotos, participaram como convidados alguns dos candidatos a próxima eleição da CBM, que reiteraram sobre a importância da união da entidade com os pilotos e a participação dos atletas em todos os assuntos relacionados as suas modalidades. Os candidatos destacaram ainda a representatividade da CBM no brasil e no exterior como entidade organizadora e supervisora do motociclismo no país, composta de 25 federações, cerca de 200 motoclubes e mais de 10.000 pilotos filiados.

No domingo todas as baterias aconteceram sem incidentes, foram competitivas e seguras, proporcionando um grande espetáculo ao público presente. Após o evento, foi informado o nome dos oito pilotos que irão participar da pré-seleção do time brasileiro para o Motocross das Nações.

O evento superou as expectativas dos pilotos e equipes, e, mais uma vez, tivemos a certeza de que a participação dos pilotos é fundamental para garantir o sucesso do evento. Os promotores e a comissão técnica da cbm fizeram um excelente trabalho e agiram com profissionalismo e competência em todos os momentos necessários, compartilhando todas as responsabilidades e decisões com a ABPMX.

Diretor da ABPMX responsável pelo relatório : Marlon Olsen

Membros da ABPMX no evento : Marlon Olsen, Ricardo de Moura e Ozenar de Souza

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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