Relatório ABPMX – 5ª etapa Superliga MX 2011

Por Divulgação | 11 de agosto de 2011 - 15:41

A etapa final da Superliga Brasil de Motocross contou com a participação da Associação Brasileira de Pilotos de Motociclismo Esportivo – ABPMX. Diretores da entidade estiveram presentes no evento, realizado nos dias 9 e 10 de julho, em Indaiatuba, interior de São Paulo, para garantir disputas com qualidade e segurança aos competidores. Confira abaixo o relatório feito por Marlon Olsen, diretor técnico da entidade.

1 – Evento

1.1 – Localização do motódromo
Excelente localização, próximo ao centro da cidade e dentro do ceth – honda.

1.2 – Acesso ao motódromo
O acesso ao motódromo é muito bom.

1.3 – Cronometragem
Não foi observado nenhum problema ou falha na cronometragem.

1.4 – Secretaria de prova
Muito bem localizada, com número de pessoas compatível ao evento. Funcionou perfeitamente durante toda a etapa.

1.5 – Vistoria técnica
Vistoria técnica muito bem localizada, com acesso direto ao gate de largada. Trabalhos realizados dentro do planejado, com bom número de pessoas.

2 – Pista
A vistoria técnica do circuito e das instalações do motódromo foi realizada pela abpmx na sexta-feira, dia 08, pois se tratava da mesma pista que sediou a etapa do mundial de mx. Foi constatado que o circuito se encontrava dentro das especificações técnicas exigidas pela fim. O organizador dispunha de todos os equipamentos necessários para tratamento do terreno durante o evento, garantindo segurança aos pilotos participantes.

2.1 – Traçado
O traçado foi bem desenhado em um terreno em desnível, tornando a pista muito interessante para pilotos e público. A largada foi bem construída, com uma distância excelente entre o gate e a primeira curva. Os obstáculos são bastante técnicos com algumas curvas descompensadas.

2.1 – Manutenção
A manutenção foi realizada com eficiência, sem retirar as cavas que se formaram em algumas curvas durante os treinos e baterias.

2.2 – Irrigação
A irrigação do motódromo é excelente.

2.3 – Sinalização
A sinalização foi realizada corretamente. O fato de o evento ser transmitido pela televisão obriga que as placas publicitárias estejam muito próximas ao traçado da pista, o que sempre necessitará um cuidado redobrado para posicioná-las em locais de baixa velocidade ou baixa dificuldade.

2.4 – Resgate
A equipe de resgate estava sempre atenta e trabalhou de forma muito eficiente.

2.5 – Pit stop / pit lane
Era de tamanho suficiente para abrigar todos os mecânicos, com visualização satisfatória.

2.6 – Cerca
A cerca que separa o público da pista estava perfeita e o box foi totalmente isolado, permitindo que as equipes trabalhassem com maior tranqüilidade durante todo o evento.

3 – Box

3.1 –Localização
A localização do box era excelente, com  fácil acesso dos pilotos para a pista.

3.2 – Tamanho
O tamanho do box era mais que o suficiente.

3.3 – Terreno
O terreno do box era asfaltado, ideal para o trabalho das equipes.

3.4 – Distribuições das equipes
Apesar da distribuição das equipes não ter sido bem coordenada, estas não foram prejudicadas, pois o espaço era mais que o suficiente para todas. Acreditamos que seria interessante organizar o box de uma forma que se permita abri-lo para visitação do público e para os convidados da área vip em um determinado horário do evento, promovendo interação entre pilotos e público.

3.5 – Pontos de água
Os pontos de água no box foram suficientes para todas as equipes.

3.6 – Pontos de luz
Os pontos de luz foram suficientes para todas as equipes

3.7 – Lavadores de motos
Os boxes de lavagem e os pontos de água para os lavadores de motos estavam bem localizados e foram suficientes. O pouco tempo entre o warm-up e baterias obriga muitas equipes a tentar lavar as motos nos próprios boxes ou a largar com as motos sujas. O ideal seria aumentar o tempo de intervalo entre o warm-up e as baterias em pelo menos 10 minutos.

3.8 – Lixeira
Foram colocadas lixeiras em bom número para o evento.

3.9 – Locais para coleta de óleos
Foi colocado um tambor coletor de óleo nos boxes.

3.10 – Pista de testes
Foi destinada uma área para testes.

3.11 – Sistema de som do box
O sistema de som dos boxes estava instalado corretamente, com microfone e controle dentro da vistoria técnica.

3.12 – Arquibancada de box
Em tamanho suficiente, mas em local com pouca visibilidade. Foi solicitada à empresa promotora que seja liberada uma área dentro da pista exclusiva para que os pilotos assistam as provas, uma vez que isto ajuda no desenvolvimento da técnica de pilotagem e acerto das motos, principalmente para os atletas mais novos.

3.13 – Segurança
A segurança estava em número suficiente, restringindo o número de pessoas dentro da pista, boxes e pit lane.

3.14 – Área de alimentação
Excelente.

4 – Serviço médico

4.1 – Localização
O motódromo conta com um posto médico fixo nos boxes.

4.2 – Tamanho
O tamanho era suficiente.

4.3 – UTI móvel
Estava posicionada ao lado do posto médico, muito bem equipada e com totais condições de prestar um atendimento de emergência.

4.4 – Ambulância de remoção
Observamos duas ambulâncias de remoção, sendo que as mesmas foram plenamente utilizadas em todos os momentos que foram necessários.

4.5 – Médicos
Haviam dois médicos dentro da pista com grande experiência, o que garantia uma ótima qualidade no atendimento aos pilotos acidentados.

4.6 – Paramédicos
Haviam paramédicos na pista.

4.7 – Maqueiros
Não havia uma equipe de maqueiros e este trabalho era realizado pelos próprios médicos e paramédicos na hora de remover para o quadriciclo.

4.8 – Veículo para remoção de acidentados
A remoção era feita por quadriciclo até o ambulatório e, posteriormente, por maca até as ambulâncias.

4.9 – Veículo para locomoção dos médicos
Um médico estava com moto e outro com quadriciclo, acompanhado de um paramédico.

4.10 – Planejamento do serviço médico
Foi muito bem feito, com preocupações em acesso e via de escape exclusiva.

4.11 – Distribuição dos médicos e paramédicos
Foi bem planejada e as intervenções foram rápidas.

4.12 – Atendimentos acompanhados
Os atendimentos foram bem feitos, as intervenções observavam sempre a segurança do acidentado e dos demais pilotos que estavam competindo. A remoção pelo quadriciclo era utilizada na maior parte dos acidentes.

4.13 – Acesso exclusivo para ambulância
As ambulâncias tinham acesso exclusivo a parte de baixo do circuito. Para um atendimento na parte de cima do mesmo, era necessária a remoção com o quadriciclo.

5 – Detalhamento do evento

Realizamos a vistoria do motódromo na sexta-feira anterior ao evento e pudemos concluir que a pista foi bem tratada e conservada após a etapa do Mundial de Motocross. O construtor é o mesmo do Mundial (Justin Barclay), que realizou um excelente trabalho, tanto no traçado como na qualidade dos obstáculos, que a deixaram técnica e ao mesmo tempo segura.

Não foi realizada a reunião da ABPMX no sábado, ficando a próxima reunião marcada para a prova do campeonato Brasileiro de Motocross, em Canelinha (SC).

As baterias ocorreram sem maiores incidentes, porém, com pouco público no dia do evento.

Diretor da ABPMX responsável pelo relatório: Marlon Olsen
Membros da ABPMX no evento: Marlon Olsen, Quenedy Barcelo e Ozenar de Souza

Compartilhe este conteúdo

Comentários

Carlos B. Pismel disse:

Que tenda Henrique.
Se você lembrar a ABPMX foi expulsa do CETH de indaiatuba.
Talvez por isto não tenha visto.

Henrique J. Gualhardo disse:

pela abmx estava tudo 100% sera esta opiniao dos pilotos….esqueceu de mencionar nao tinha pilotos o gate da mx1 tinha 10…e apremiacao que restou porque nao dividiu entre os que correram que ballela em sr marlon…..voce esta viajando da um pouco deste treco que vs ta tomando apista tava um lixo do mundial so restou o tracado, toda seca e esturricada e so ver o vt quem gravou ridiculo esta sua avaliacao se liga cara ta com medo de falar a real…nao te entendo voce nao deve ter saido da sua tenda…fassa-me o favor….

Marlon Olsen disse:

Caro Luciano,
No estatuto da Abpmx está previsto a participação de representantes de todas as modalidades do motociclismo esportivo, bastando que os pilotos das outras modalidades se organizem, elejam uma comissão de 3 representantes e comecem a desenvolver o mesmo trabalho que vem sendo feito no Motocross.
Estamos a disposição.
Abc
Marlon Olsen

Parabéns a ABPMX. Isto mostra o quanto é importante uma associação para o desenvolvimento de nosso esporte.

Que isto seja o estímulo para criação de várias associações: Enduro (FIM/Regularidade), Trial, Velocross, Rally etc…

Quem sabe até para nós, “Treieiros”.

é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

Desenvolvido por GetFly