Entrevista com o piloto Joel Roelants

Por Renato Dalzochio Jr. | Foto por Divulgação | 15 de janeiro de 2013 - 10:53

O piloto Joel Roelants aproveitou o feriado de Natal para treinar nas areias finas de Dunquerque, cidade portuária localizada no norte da França, visando a melhor preparação possível para a temporada 2013. O belga de 23 anos, recém contratado pela equipe Monster Energy Yamaha, será um novato na categoria MX1 do Mundial de Motocross em 2013.

Recentemente recuperado de uma operação no quadril, cronometrou suas primeiras voltas em azul. Na entrevista abaixo, concedida para o site da Youthstream, empresa promotora do Mundial de Motocros, Roelants fala sobre seu programa de treinamento nesta pré-temporada e suas primeiras impressões a cerca da YZ 450F.

Pergunta – Primeiro a pergunta mais óbvia… como você se sente voltando depois de várias semanas sem pilotar ?

Roelants – As coisas foram acontecendo muito bem. A primeira semana foi muito difícil porque eu estava me sentindo muito travado após as primeiras sessões sobre a moto, mas eu encontrei o meu ritmo muito rapidamente. Ainda estou lento, claro, mas estou evoluindo gradativamente. No começo estava me sentindo um pouco dolorido sobre a moto, era normal uma perna ser mais forte do que a outra. Mas estou bem fisicamente.

Pergunta – Então você escapou temporariamente do frio (nesta época do ano é inverno na Europa)…

Roelants – Sim !! No momento estou em Córsega (ilha administrativa da França). Viemos aqui para treinar e fazer alguns trabalhos. Gosto deste lugar. Vamos ficar dez dias, a pista aqui é muito boa, estamos perto do Christophe Charlier, meu companheiro de equipe, que compete na MX2. Minha ideia é treinar dois seguidos e descansar um, depois mais dois dias seguidos treinando e um de folga, e assim por diante. Fizemos Mountain Bike na semana passada, este lugar é bonito. Estou tomando cuidado para não exagerar nos treinos.

Pergunta – Como foi pilotar a YZ 450F pela primeira vez ?

Roelants – Eu realmente não sabia o que esperar. Desde o acidente e a cirurgia, havia três coisas que eu precisava colocar na minha cabeça: uma moto nova, uma categoria nova e uma equipe nova. Tive que esperar muito tempo para realmente descobrir algo a respeito. Fiquei um pouco aliviado com o fim do mistério e passei a conhecer um pouco melhor o pessoal da equipe. Fui agradavelmente surpreendido. Andei duas semanas com a Yamaha e adorei a moto. O tratamento do pessoal da equipe foi o que mais me impressionou. Adicionamos mais alguns componentes de corrida na moto, passei algumas semanas fazendo testes na Itália. Não foi necessário mudar muita coisa. A moto está muito estável e eu quase não tenho do que me queixar. Me disseram que eu era muito rápido e agressivo no ano passado e foco para esta temporada é reduzir um pouco disso para poder afiar o manuseio da moto.

1301140956Roelants_Yamaha2

Joel Roelants

Pergunta – Como foi se acostumar com uma moto maior ?

Roelants – Eu realmente não estou surpreso com o poder das motos da MX1 porque eu sei a velocidade e potencial que pode sair das 450cc hoje em dia! Demorei um pouco para me acostumar com o torque da 450cc. Estou em um período de adaptação mas creio que isso seja normal para um piloto que passou muitos anos competindo na MX2.

Pergunta – E o entrosamento com a equipe ?

Roelants – Tudo foi perfeito com a equipe. A maioria deles falam inglês e estão sempre pensando no futuro com relação ao o que eu poderia precisar ou coisas que poderiam me ajudar numa melhor preparação. Temos reuniões regulares e a comunicação é boa.

Pergunta – Pra finalizar, quais são seus planos após a pré-temporada em Córsega e o que você vai fazer ?

Roelants – O plano é disputar pelo menos duas ou três etapas do campeonato Italiano de Motocross, e em seguida partir para a abertura do Mundial no Qatar.

Compartilhe este conteúdo

Comentários

é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

Desenvolvido por GetFly