Mundial de Motocross 2013 – 4ª etapa – Itália

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 15 de abril de 2013 - 23:49

Parece que nada pode parar a dupla que defende os títulos do campeonato Mundial de Motocross, Antonio Cairoli e Jeffrey Herlings, que conquistaram as vitórias do overall da MX1 e MX2 no Grand Prix da Itália no último fim de semana. Realizada no lindo circuito de Arco di Trento, no norte da Itália, os dois pilotos da Red Bull / KTM aumentaram seus pontos de liderança em suas respectivas categorias.

Na pontuação da MX2, o holandês Jeffrey Herlings tem 59 pontos na frente do segundo colocado Jordi Tixier e na pontuação da MX1, o italiano Antonio Cairoli tem 38 pontos de vantagem em relação a Ken De Dycker. Em relação a equipe Red Bull KTM, eles estão agora em primeiro e em segundo em ambas as categorias e não tem sinal de que o exército laranja vai diminuir o passo de sua dominação nem tão cedo.

Cairoli venceu seu 57º GP e se igualou com Joel Smets na segunda colocação com o maior número de vitórias de GPS na história do esporte. Apenas Stefan Everts está acima do lendário italiano na lista dos melhores. Herlings venceu seu 20º overall em GP. Confira os detalhes da quarta etapa do Mundial de Motocross, disputada neste domingo, 14 de abril.

Categoria MX2

A primeira bateria do dia e imediatamente foi Jordi Tixier que fez o hole shot e liderou os pilotos na volta de abertura. Herlings ficou perdido no pelotão da retaguarda e no circuito escorregadio, seria uma tarefa difícil de chegar na frente. Na frente também estavam Christiphe Charlier, Jose Butron e Jack Nicholls. Atrás estavam Dean Ferris, Alessando Lupino e Julien Leiber. Também estava em apuros o segundo da invasão holandesa, Glenn Coldenhoff, que estava na 16ª posição.

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Herlings vai ultrapassando devagar, conseguindo passar a todos até a 15ª volta, todos com exceção de Tixier. Lupino andava forte e também subia do último até o 18º lugar na volta 17. O americano James Decotis lutava em 22º e não parecia andar para frente para chegar no top 15. Herlings parrou Tixier na 16ª volta e pegou a liderança, faturando sua sétima vitória de bateria em sua caminhada para a temporada perfeita. Coldenhoff também impressionou quando ocupou a sexta posição na 17ª volta, o jovem holandês sendo provavelmente o melhor piloto da corrida.

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Herlings abriu uma vantagem de quatro segundos rapidamente e mantinha tempos consistentes nas últimas curvas da bateria, vencendo na frente de Tixier e Charlier. Coldenhoff completando a cobertura do bolo, quando passou para o quinto lugar na penúltima volta com uma pilotagem brilhante. Lupino, também com uma ótima pilotagem, terminou no 16º lugar. A segunda bateria da MX2 entrou na pista e Herlings largou novamente atrás enquanto Butron saiu na frente seguido por Ferris e Herlings. Na frente também estavam Tixier, Nicholls, Desprey, Pocock, Coldenhoff, Gaijser e Charlier.

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Decotis enfrentava dificuldades no 10º lugar, mas foi ultrapassado rapidamente por Ferrandis e caiu para 13º. Anstie era o 16º e Lieber o 19º colocado, foi uma bateria ruim para a Suzuki. Depois de 4 voltas, Herlings estava a 4 segundos atrás de Butron e 2 segundos atrás de Ferris. Os pilotos da KTM ocupavam quatro lugares do top 5 e apenas Ferris quebrava outra dominação da KTM. Herlings ultrapassou Ferris na 5ª volta e disparou atrás do líder, eram apenas 2 segundos de diferença entre Butron e Herlings.

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Decotis voltou a ocupar o 15º lugar e lutava em um circuito que não é muito comum nos USA, escorregadio e com valas, um típico circuito italiano a la velha guarda. Herlings pegou a liderança e rapidamente abriu 3 segundos na frente de Butron que vinha em segundo, seguido por Ferris em terceiro. Coldenhoff mais uma vez avançava entre o pelotão e passou a ocupar o sexto lugar. Decotis agora estava em 24º e claramente estava com problemas. Desprey também ficou para trás e um grupo de pilotos o ultrapassaram, incluindo Ferrandis e Anstie. Herlings aumentou sua vantagem para 5 segundos e ambos Butron e Ferris corriam sozinhos, do mesmo jeito que Tixer e Nicholls.

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Na volta 10, a liderança de Herlings chegava a 7 segundos e de repente Nicholls teve um problema, e agora tinha Coldenhoff e Charlier encostando em sua roda traseira. Mais problemas surgiram para Nicholls e Coldenhoff subiu para quinto colocado. Em mais um golpe terrível para o piloto inglês, Nicholls estava fora da corrida por pontos importantes.

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Ferrandis passou Pocock pela oitava colocação e Lieber ultrapassou Heibye ocupando o 13º lugar. Depois de 13 voltas, a liderança de Herlings era de quase 17 segundos e Ferris parecia se aproximar de Butron, em busca do segundo lugar. Charlier passou Coldenhoff. Os dois britânicos, Pocock e Anstire estava brigando pelas nona e décima colocações.

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Anstie passou Pocock na 13ª volta, se tornando o piloto britânico melhor colocado nessa bateria. Herlings venceu a bateria e a MX2. Butron ficou em segundo, Ferris em terceiro seguido por Tixier, Charlier, Coldenhoff, Lupino, Ferrandis, Anstie e Seewer em décimo.

Categoria MX1

Na bateria de abertura da MX1, Antonio Cairoli pegou a liderança logo cedo, com uma vantagem de 2 segundos na frente de Tommy Searle, seguidos por Gautier Paulin e Clement Desalle. Depois vieram Tanel Leok, Xavier Boog, Rui Gonçalves, Ken De Dycker, Kevin Strijbos e Jeremy Van Horebeek em décimo lugar. Max Nagl enfrentava problemas na última colocação.

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Como acontece tipicamente em circuitos escorregadios e duros, os pilotos começaram a se espalhar rapidamente enquanto a liderança de Cairoli se abria para mais de 3 segundos na 2ª volta, enquanto Searle ocupava a segunda colocação na frente de Paulin e Desalle, com uma volta a mais. Depois de 10 voltas, Cairoli passou para 5 segundos de vantagem enquanto Paulin, Desalle e De Dycker passaram Searle. Nagl estava andando brilhantemente enquanto passava a ocupar o 13º lugar e outro piloto Honda, David Philippaerts, caiu para a 23ª colocação.

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Matiss Karro também estava andando bem e controlava o 11º lugar, no qual ele largou. Leok ficou para trás quando Philippaerts subiu para a 19ª colocação. Cairolli mais uma vez passeava na pista enquanto mantinha uma vantagem de 3 segundos em relação a Paulin e outros 2 segundos na frente de Desalle. Nagl continuava sua escalada de volta em direção ao top 10, passando Karro em 11º lugar. Ao mesmo tempo Van Horebeek passou Boog em sétimo e Philippaerts subiu para 16º restando apenas poucas voltas.

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Shaun Simpson fez uma corrida consistente em nono colocado do mesmo jeito que Strijbos em sexto. Na volta final Philippaerts subiu para 15º passando por Nikolaj Larsen. Cairoli dominou a todos mais uma vez, vencendo por 3 segundos na frente de Paulin, com Desalle em terceiro, De Dycker em quarto e Searle em quinto. Os três primeiros realmente se distanciaram de De Dycker, no final o belga ficou 41 segundos atrás de Cairoli. Searle estava apenas 5 segundos atrás. Mais uma vez foi Cairoli que liderou a segunda bateria da MX1, seguido de De Dycker, Boog, Gonçalvez, Barragan, Nagl, Karro, Justs, Simpson e Guarneri em décimo. Paulin estava em 13º, Strijbos em 14º e Leok em 15º. Pior ainda eram Searle que estava em 19º na volta inicial e Desalle em 23º.

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Ambos Paulin e Strijbos avançaram bem pelo pelotão e Desalle subiu de quase último para 15º depois de algumas voltas complicadas. Simpson andava para trás do mesmo modo que Guarneri que saiu da corrida na sexta volta. Na 12ª volta, Cairoli tinha 2 segundos de vantagem sobre De Dycker, com Nagl a 21 segundos atrás. Em uma linda batalha pelos quarto, quinto e sexto lugares estavam Paulin, Boog e Strijbos. Strijbos ultrapassou Boog na volta 12.

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Cairoli continuava a se distarnciar de seu colega de equipe, De Dycker, e não nada mudou muito nas outras posições. O top 10 depois de 16 voltas era Cairoli, De Dycker, Nagl, Paulin, Strijbos, Boog, Searle, Barragan, Karro e Desalle em décimo colocado.

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Desalle passou Karro para ocupar o nono lugar, e a liderança de Cairoli aumentou para 7 segundos. Desalle também passou Barragan para ficar em oitavo, mas com uma diferença de 4 segundos entre ele e o sétimo colocado Boog, parecia que era ali que a corrida de Desalle iria terminar. Cairoli venceu a bateria com 6 segundos na frente de De Dycker. Seguidos por Nagl, Paulin e Strijbos, completando o top 5.

Resultados da quarta etapa do Mundial de Motocross 2013 – GP da Itália

Primeira bateria da categoria MX1
1. Cairoli
2. Paulin
3. Desalle
4. De Dycker
5. Searle
6. Strijbos
7. Van Horebeek
8. Boog
9. Simpson
10. Guarneri
11. Nagl
12. Karro
13. Barragan
14. Goncalves
15. Philippaerts

Segunda bateria categoria MX1
1. Cairoli
2. De Dycker
3. Nagl
4. Paulin
5. Strijbos
6. Searle
7. Boog
8. Desalle
9. Barragan
10. Van Horebeek
11. Karro
12. Goncalves
13. Leok
14. Simpson
15. Philippaerts

Resultado geral da quarta etapa do Mundial de Motocross MX1
1. Cairoli – 50 pontos
2. De Dycker – 40
3. Paulin – 40
4. Desalle – 33
5. Strijbos – 31
6. Searle – 31
7. Nagl – 30
8. Boog – 27
9. Van Horebeek – 25
10. Barragan – 20 pontos

Classificação geral do Mundial de Motocross MX1 após quatro etapas
1. Cairoli -192 pontos
2. De Dycker – 155
3. Desalle – 149
4. Paulin – 148
5. Strijbos – 120
6. Searle – 118,
7. Goncalves – 89
8. Bobryshev – 87
9. Boog – 83
10. Nagl – 75 pontos

Resultado da primeira bateria da categoria MX2
1. Herlings
2. Tixier
3. Charlier
4. Nicholls
5. Coldenhoff
6. Butron
7. Anstie
8. Ferrandis
9. Petrov
10. Pocock
11. Kullas
12. Seewer
13. Olsen
14. Rauchenecker
15. Desprey

Resultado da segunda bateria da categoria MX2
1. Herlings
2. Butron
3. Ferris
4. Tixier
5. Charlier
6. Coldenhoff
7. Lupino
8. Ferrandis
9. Anstie
10. Seewer
11. Desprey
12. Lieber
13. Pocock
14. Heibye
15. Rauchenecker

Resultado geral da quarta etapa do Mundial de Motocross categoria MX2
1. Herlings – 50 pontos
2. Tixier – 40
3. Butron – 37
4. Charlier – 36
5. Coldenhoff – 31
6. Ferrandis – 26
7. Anstie – 26
8. Ferris – 20
9. Seewer – 20
10. Lupino – 19 pontos

Classificação do Mundial de Motocross categoria MX2 após quatro etapas
1. Herlings – 200 pontos
2. Tixier – 141
3. Coldenhoff – 128
4. Butron – 111
5. Charlier – 107
6. Febvre – 98
7. Anstie – 98
8. Ferris – 89
9. Nicholls – 82
10. Pocock – 77 pontos

Calendário do Campeonato Mundial de Motocross MX1 / MX2 2013
Quinta Etapa – 21 de abril- Sevlievo – Bulgária
Sexta Etapa – 5 de maio – Agueda – Portugal
Sétima Etapa – 19 de maio – Balneário de Penha – Brasil
Oitava Etapa – 26 de maio – Guadalajara – México
Nona Etapa – 9 de junho – Ernée – França
Décima Etapa – 16 de junho – Maggiora – Itália
Décima Primeira Etapa – 30 de junho – Udevalla – Suécia
Décima Segunda Etapa – 7 de julho – Kegums – Letônia
Décima Terceira Etapa – 14 de julho – Hyvinkää – Finlândia
Décima Quarta Etapa – 28 de julho – Lausitzring – Alemanha
Décima Quinta Etapa – 4 de agosto – Loket – República Tcheca
Décima Sexta Etapa – 18 de agosto – Bastogne – Bélgica
Décima Sétima etapa – 25 de agosto – Matterley Basin – Inglaterra
Décima Oitava Etapa – 8 de setembro – Lierop – Holanda

Confira como foram as primeiras etapas do Mundial de Motocross MX1 / MX2 2013
Primeira Etapa – 2 de março – Doha – Qatar
Segunda Etapa – 10 de março – Si Racha – Tailândia
Terceira Etapa – 1º de abril – Valkenswaard – Holanda

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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