Top 10 AMA Motocross – Mike Kiedrowski #8

Por Jorge Soares | Fotos por Divulgação | 11 de Maio de 2013 - 23:31

À medida que diminuem os nomes maiores pilotos e lendas da história do AMA Motocross de todos os tempos, se chega aos verdadeiros grandes do esporte, os quais tem os maiores números de títulos e vitórias na carreira. E um destes homens tem quatro campeonatos AMA Motocross e 25 vitórias em três categorias diferentes.

Mike Kiedrowski é sem dúvida um dos menos superstars do Motocross nesta lista, e talvez o mais subestimado. A partir do momento que ele surgiu no cenário nacional em 1989, como um piloto com da Honda, e usando o número 762 em sua moto, ele não dava muita pinta que andaria na ponta da frente nas corridas. O ‘MX Kied’ saiu de Canyon Country, na Califórnia, para o cenário nacional americano, e ele nunca foi chamativo.

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Ele nunca entrou em conflito com caras como Damon Bradshaw e Jeff Matiasevich, e até mesmo seus companheiros na Honda, Jean-Michel Bayle e Jeff Stanton. Kiedrowski, como Mike LaRocco, sendo mais focado em resultados estáveis ​​e campeonatos, do que manchetes e intrigas internas.

Sua ascensão em 1989 veio realmente em seu terceiro ano como profissional. Kiedrowski em 87 e 88 e até marcou alguns Top 10 nacionais. Mas foi no AMA Motocross de 89, que Mike começou a receber o reconhecimento que merecia, com a conquista do título do AMA Motocross na categoria 125.

Em 1990, as coisas não correram tão bem para Mike. Ele esteve em uma disputa intensa pelo título da categoria 250 no AMA Supercross, que envolveu o recém campeão do AMA Motocross e AMA Supercross 250 Jeff Stanton, o francês Jean Michel Bayle e o primeiro piloto da equipe Honda Rick Johnson. Ele ingressou na categoria 250 do AMA Supercross, mas não estava no nível de Stanton e Bayle.

Nesse ponto Kiedrowski decidiu fazer uma mudança de carreira. Ele deixou a Honda para ir para a Kawasaki, na esperança de estar pronto para assumir o cargo de primeiro piloto da equipe após o veterano Jeff Ward ter se aposentado. Em 1991 ao pilotar na categoria 125 no AMA Motocross que ele ganhou mais um título, desta vez levando a melhor sobre Guy Cooper.

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Na temporada seguinte, 1992, a Kawasaki o deixou mover-se para as classes 250 e 500, e depois de terminar em segundo para a Stanton na 250 do AMA Motocross, Kiedrowski bateu Stanton por três pontos para levar o AMA Motocross na categoria 500.

Em 1993 todo mundo estava lidando com um novo fenômeno no Supercross, chamado Jeremy McGrath. Mas MC pilotou na categoria 125 no AMA Motocross, o que daria a Kiedrowski um tiro certeiro para quem sabe conquistar dois títulos no AMA Motocross, um na classe 250 e outro nas 500. Nas 250 funcionou, com ele não perdendo tempo, dominando o campeonato em sete baterias, vencendo seis etapas, sendo seu melhor AMA Motocross como um piloto profissional, pelo menos até LaRocco ter alguma vingança conquistando o título da categoria 500 em uma série de quatro corridas, sendo o último AMA Motocross da categoria 500 da história.

Já em 1994 o palco estava montado para um confronto entre pilotos da Kawasaki no AMA Motocross 250, entre o quatro vezes campeão Kiedrowski e seu companheiro de equipe Mike LaRocco. Os dois estavam soltando farpas durante todo o início da temporada, incluindo incidente pós-corrida em RedBud. Mas infelizmente na etapa seguinte, Kiedrowski levou uma grande pedrada na mão e quebrou os dedos, terminando a sua corrida pelo título.

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Em 1995 Kiedrowski, já era um dos veteranos, uma vez que Ward e Stanton tinham se aposentado, e Bayle tinha ido para as corridas de motovelocidade, mas nem por isto teve uma temporada sólida. Ele queria ganhar seu segundo título do AMA Motocross 250, mas ele não parecia tão motivado como antes. Em 1996 Mike tomou a decisão de não correr, e ficou de fora das competições por um ano.

Ele voltaria em 1997 como piloto da equipe Honda of Troy, e logo em seguida, acabou indo para as corridas off-road, no caso o Cross Country. Por esse ponto o seu legado no Motocross americano como um dos melhores já foi definido: Os quatro títulos de Kiedrowski em três categorias diferentes continuam a ser uma prova de sua diversidade, bem como o seu talento, sendo com isto o número 8 na história dos melhores do AMA Motocross em todos os tempos.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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