Top 10 AMA Motocross – Jeff Stanton #7

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 12 de Maio de 2013 - 23:49

Ele foi um atleta retro de uma era que parecia diferente, o último piloto top americano que pensamos que saltou o trampolim, que é a classe 125 (depois chamada de Lites, agora de 250) e foi direto para a briga da categoria 250. Nunca foi uma estrela de minimoto ou um prodígio amador, o grande garoto de Michigan tornou-se um herói americano do Motocross, acelerando quando era a sua vez. Jeff Stanton é o #7 na lista dos 10 maiores pilotos  do AMA Motocross de todos os tempos.

As pessoas esquecem com frequência que Stanton passou anos na Yamaha. Ele subiu no ranking como um membro do lendário do programa Team Dynamic, um programa de loja que rivalizou com o Team Green por anos. Stanton estava fora das minibikes e pilotando motos de verdade. Sua primeira corrida em Loretta Lynn’s veio na verdade na categoria 100cc em 1983, e ele derrotou três caras pelo título que vocês já devem ter ouvido falar: o já falecido Donny Schmit, e Fred Andrews e Barry Cartsen.

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Stanton se formou do Motocross amador em 1986 e até então ele estava pilotando exclusivamente motos 250 e 500, mesmo que ele estivesse disputando a categoria 125cc no Supercross. A Yamaha o conectou direto em sua equipe profissional no outono de 1986 e ele correu uma vez o AMA Motocross das 500cc em Washougal, onde ele terminou em sétimo. Aquilo lhe rendeu o #56 como seu primeiro numeral profissional em 1987 e seus resultados na época como novato eram bons o suficiente para faturar o #8 em 1988.

Era uma época na qual o motocross americano era dominado por super estrelas como Rick Johnson, Jeff Ward e Ron Lechien, com veteranos como Broc Glover, Bob Hannah e Johnny O’Mara ainda na ativa. Stanton não tinha o brilho e (aparentemente) o talento natural desses atletas, então foi uma surpresa que Roger DeCoster e Dave Arnold da Honda decidiram contratar Stanton para a temporada de 1989 como substituto de Johnson, mesmo que Stanto ainda tinha que vencer uma corrida profissional.

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A alta patente da Honda pareciam gênios quando Johnson, o líder no Supercross, fraturou o pulso na abertura do Motocross em Gainesville, Florida, e Staton foi forçado a assumir. Quando a temporada acabou, ele não era apenas o novo campeão do AMA Supercross, ele também era o Campeão do AMA Motocross na categoria 250 e o líder do Team USA no Motocross das Nações. Ele até venceu a única corrida da 125 que entrou como profissional, a categoria 125 Support no Grand Prix dos Estados Unidos 250 em Unadilla, só para mostrar a DeCoster que ele podia andar em uma 125 caso Ricky Johnson voltasse até setembro.

Muitos esperavam que Johnson retornasse em 1990 ou para que o recém-chegado Jean-Michel Bayle, ou até mesmo a sensação da Yamaha, Damon Bradshaw, fosse o escolhido. Mas Stanton novamente defendeu com sucesso ambos seus títulos do Supercross e do Motocross 250. Ele também venceu o GP dos Estados Unidos em Unadilla (o primeiro de três consecutivos) e o Motocross das Nações. Mas pelo segundo ano consecutivo ele não rendeu na categoria 500cc, a categoria que muitos pensavam que Stanton teria mais sucesso, dado sua criação de piloto de motos pesadas. Sua ruína dessa vez foi uma concussão na segunda bateria em Steel City, que lhe custou 25 pontos em sua batalha com Wardy que pegaria o título por 19 pontos.

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A temporada de 1991 foi um ano difícil para Stanton. Ele perdeu seu título do Supercross para o feroz colega, rival de equipe, o francês Jean Michel Bayle, e também sua coroa do Motocross 250. Embora ele tenha vencido quatro etapas para zero de JMB, tomando banho na corrida lamacenta de Hangtown e terminando em 16º na corrida de Kenworthy. Somando maus resultados a lesões, Bayle também o venceu na categoria 500cc.

Em 1992, Stanton retornaria para formar e assumir o topo dos rankings, do Motocross e Supercross. Depois de recuperar seu plate #1 no Supercross depois de uma etapa final maluca no Los Angeles Coliseum, Stanton também recuperou seu título das 250, mas terminou perdendo o título da 500cc pelo quarto ano consecutivo. Dessa vez por três pontos atrás de Mike Kiedrowski, o #8 na lista dos melhores de todos os tempos do AMA Motocross.

1992 marcou o que Stanton chamaria mais tarde de o maior arrependimento de sua carreira: no meio da disputa pelo título da 250, ele abriu mão mais uma vez da chance de liderar o Team USA no Motocross das Nações, que aconteceu na Australia em 1992, citando o duelo brutal que passou com Bradshaw no Supercross. O arrependimento veio porque ele não teve outra chance de correr por seu país.

Em 1993, Stanton foi pego de surpresa por Jeremy McGrath, sem falar o resto do mundo. McGrath realmente mudou o jogo do Supercross e Stanton não conseguiu segurar seu jovem colega de equipe. Ele também parecia entrar em um período de treinamento excessivo e isso afetou seus resultados no motocross. Mas ele ainda terminaria  em segundo no Nacional das 500cc, pela quarta vez, dessa vez só com nove pontos atrás de Mike LaRocco. Foi sua última chance também, já que o AMA descartou a categoria 500cc depois da temporada de 1993.

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O final veio em silêncio para Stanton. Depois de bater fortemente no Motocross de Hangtown em 1994 e não terminando a corrida com uma concussão, Stanton decidiu que seu tempo estava se esgotando. Ele esperou até sua corrida em casa, em RedBud, para anunciar sua aposentadoria e depois montou uma carreira no Hall da Fama. Sua última corrida profissional foi o encerramento da temporada do Motocross 250 eem 1994 m Steel City, onde ele terminou em sexto.

Os três títulos e as 20 vitórias do AMA Motocross de Stanton podem parecer modestos em comparação com alguns pilotos que já passaram pela lista, mas ele fez suas marcar em um período de tempo relativamente curto. Todas as suas vitórias do Motocross vieram entre 1989 e 1992 e todas foram nas 250 ou 500, em uma época quando a competição era incrivelmente acirrada. Stanton correu em meio a uma ótima confluência de talento, de Bob Hannah para Jeremy McGrath, com Ricky Johnson, Jeff Ward, Ron Lechien, Johnny O’Mara, Jean Michel Bayle, Mike LaRocco e Damon Bradshaw jogados no meio, e saiu dentro do Hall da Fama. Seu histórico é bom para o #7 na lista dos Melhores Pilotos do AMA Motocross de todos os tempos.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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