Top 10 AMA Motocross – Broc Glover #6

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 13 de Maio de 2013 - 22:54

A montanha fica mais íngrime conforme nós avançamos para o cume da lista dos 10 melhores pilotos de todos os tempos do AMA Motocross. Os nomes ficam maiores, as lendas mais altas e mais difíceis de comparar. Todos os homens nesse top 10 poderiam vencer corridas contra os melhores do mundo, em seus melhores dias.

Broc Glover não é exceção e ele provou isso várias vezes. Glover foi um membro fretado da El Cajon Zone, uma vizinhança que provavelmente produziu o maior número de melhores pilotos de motocross do que qualquer outra, e ele foi apelidado de “Menino de Ouro” (The Golden Boy) devido a seus cabelos loiros e seus talentos extraordinários. De 1976 até 1988, ele foi uma força constante no motocross norte-americano e ele faturou seis campeonatos AMA Motocross, segundo melhor no livro dos recordes.

Ele faturou 35 vitórias de outdoors, todas elas na Yamaha onde ele segurou o posto de piloto de fábrica de 1977 até 1988, marcando um dos maiores longos prazos de todos. E ele participou de duas ótimas décadas de pilotos: o final dos anos 70 com homens como Bob Hannah,Marty Smith, Danny LaPorte, Jimmy Weinert, Gaylon Mosier, Kent Howerton e Steve Wise, bem na década de 80, na qual ele correu contra o jovem Mark Barnett, Rick Johnson, Jeff Ward, Ron Lechien, Johnny O’Mara e seu maior rival David Bailey.

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Glover foi um piloto preciso cuja técnica e estilo pareciam um pouco avançadas para seu tempo. Ele foi notado pela primeira vez andando na DG Hondas nas corridas de ensino-médio de motocross na Califórnia, depois na categoria 125cc do circuito nacional de 1976 na qual ele ficou no top 10 em todas as etapas e na final terminou em segundo depois de LaPorte.

Seu caminho iria cruzar novamente com LaPorte em 1977. Glover foi escolhido pela Yamahar para correr como apoio do defensor do campeonato Bob Hannah, mas quando Hannah sofreu uma largada desastrosa para a temporada em Hangtown, o Furacão (Hurricane) apenas terminou em 24º, de repente Glover foi empurrado para frente como a melhor esperança do time contra Danny LaPorte, o às da Suzuki na 125cc. Foi para o final da corrida, o final da bateria, a última volta: Hannah liderava a corrida, mas a Yamha sabia que Glover iria vencer o título se ele ultrapassasse seu colega de equipe. Então a Yamaha ordenou ao mecânico de Bob, Keith McCarty, para dar o sinal agora notório: “Deixe Broc passar.” Hannah assim o fez, Glover venceu a corrida e empatou com LaPorte na pontuação, 240 cada um, e depois foi premiado com o título em um desempate porque ele tinha duas vitórias contra uma de LaPorte.

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Aquilo era apenas o começo para Glover e ele estava comprometido e determinado a deixar a polêmica corrida para trás. Ele dominou em 1978, defendendo com sucesso o título com 110 pontos de vantagem sobre o falecido Gaylon Mosier, e depois repetiu o feito em 1979, dessa vez com 70 pontos de vantagem sobre Barnett.

Em 1980 foi uma história diferente para Glover e Barnett, dessa vez foi a favor de Bomber. Barnett derrotou Broc por nove pontos, terminando seu reinado de 3 anos da 125cc.

Para 1981, a Yamaha decidiu mudar Glover da categoria 125 para a categoria 500, já que seu colega de equipe Hannah estava retornando de uma lesão na perna que lhe custou a temporada de 1980 inteira. Glover assumiu a tarefa e conquistou o título se afastando de seu colega de equipe Mike Bell e do defensor do título Chuck Sun. Ele também adicionou o título da Trans-USA naquele outono, vencendo quatro das cinco corridas no campeonato quase extinto.

Em 1982 a Yamaha colocou Glover na categoria 250, em vez dele defender o título da 500cc, e ele não venceu o campeonato por seis pontos, embora seus esforços tenham sido ofuscados pela roda quebrada de seu jovem colega de equipe Ricky Johnson, na última corrida no Colorado, vencida por Glover. Se não fosse por seu 14º lugar em seu próprio dia ruim em Southwick, duas etapas antes, Glover também teria um título da 250.

Glover voltou para a categoria 500cc em 1983, você só podia correr uma de três categorias por vez, e retornou para o topo na frente do veterano Howerton (agora na Kawasaki) e o homem selvagem Danny ‘Magoo’ Chandler. Sua futura competição, sua definição de rivalidade, estava se formando na categoria 250, na qualDavid Bailey conquistou seu primeiro título pela Honda. Bailey pegaria a tarefa da 500cc da Honda, com uma moto requintada para desafiar Glover. David pegou o título para ele, vencendo as oito primeiras corridas enquanto Glover, frustrado em uma moto que a Yamaha desistiu de desenvolver, terminou em segundo todas as vezes, menos uma. Broc venceria as duas últimas etapas, mas já tinha perdido seu plate #1.

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O melhor e pior ano da carreira de Glover veio em 1985. Ele mal perdeu o que teria sido seu primeiro e único título do AMA Supercross para Jeff Ward por dois pontos, a situação piorou com uma decisão polêmica do AMA em não penalizar Wardy quando ele voltou para a pista depois de um acidente na última etapa. Mas no motocross, Glover se vingou na mesma Yamaha YZ490 velha, derrotando Bailey em cinco das oito primeiras etapas pegando o plate #1 das mãos do próprio David! (Em uma nota estranha, Glover conquistou o título com duas etapas restantes, depois perdeu as duas últimas corridas com uma clavícula quebrada. Por sua parte, Bailey iria pular em uma 250 para a última etapa para ajudar o colega de equipe Johnny O’Mara em sua batalha pelo título com Jeff Ward, deixando a última vitória do escasso campeonato em Washougal para o herói local e piloto patrocinado pela Yamaha, Eric Eaton.)

Finalmente em 1986 a Yamaha mudou Glover, agora hexacampeão, para a categoria 250 e ele começou o campeonato com um par terceiros lugares antes que uma lesão devastadora no joelho acabasse com sua temporada. Ele sofreria uma lesão no pulso na temporada seguinte; em 1988 ele e a Yamaha estavam em desacordo e era hora de prosseguir.

Glover terminou sua carreira no AMA no ponto mais alto do pódio, vencendo a final da temporada do Los Angeles Supercross. Ele correu na Europa no ano seguinte pela KTM, mas então era hora de encerrar a carreira.

Então como Glover, com seis títulos, ficou em sexto aqui ? Metade dos títulos de Glover vieram na categoria 500cc, o que mesmo naquela época perdeu o brilho para a categoria principal. Derrotar David Bailey em 1985 foi uma grande conquista, mas além dessas duas, o resto das estrelas estavam em outras categorias, principalmente a categoria 250cc na qual Glover venceu apenas duas corridas durante sua longa carreira. Sua arte de corrida era excepcional, mesmo com equipamentos mais velhos como aquela 490 ele, de alguma forma, fez funcionar. Ele simplesmente não teve chances suficientes na categoria 250 no motocross para mostrar que ele era o melhor dos anos 70 e 80, mas ele chegou perto mesmo assim. E ele sempre será o Menino de Ouro. Ele também é o #6 em nossa lista dos Melhores Pilotos de todos os tempos do AMA Motocross. Os homens listados antes dele são um testamento de que talento incrível que ele tinha em qualquer cilindrada.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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