Top 10 AMA Motocross – Jeff Ward #4

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 15 de Maio de 2013 - 23:11

Jeff Ward sempre foi destinado à grandeza. Ele fez sua entrada no cenário do motociclismo no maior palco de todos os tempos, o filme ‘Num Domingo Qualquer’, no qual ele fez uma cena em que aparecia muito longe para as câmeras de Bruce Brown. Ele era apenas uma criança, mas era óbvio que ele era especial. Até então, o “Sarda Voador” era um terror nos circuitos de minimotos da Costa Oeste, brigando contra outras crianças imperdíveis como Brian Myerscough, AJ Whiting, Jim Holley, ‘Flying’ Mike Brown e muitos outros.

Como piloto de fábrica com uma Honda XR75, ele era mencionado com frequência na capa da revista Minicycle Action. As batalhas particulares que ele e Myerscough tinham em eventos como Saddleback Park’s World Mini GP eram coisas de lendas. Mas era o que ele faria como um profissional durante uma longa e triunfante carreira que o colocou no #4 nesta lista dos melhores pilotos do AMA Motocross de todos os tempos.

Possivelmente devido a sua estatura, o sucesso levou algum tempo quando Ward se profissionalizou. Ele andou de Suzuki em suas primeiras corridas, depois pareceu ter um acordo assinado com o Team Honda antes da Kawasaki aparecer na mesa de barganha com uma oferta sólida. Ward aceitou e ele ficaria verde durante sua carreira profissional no motocross.

Ele correu com gigantes também, de Hannah até Jeff Stanton, junto com David Bailey, Broc Glover, Johnny O’Mara, Mark Barnett, Ron Lechien, Rick Johnson, Mike Kiedrowski e Jean Michel Bayle.

Sua primeira rivalidade profissional de verdade aconteceu com o colega californiano O’Mara, conforme os dois perseguiram o tricampeão de Motocross da 125, o americano Mark Barnett, em 1983. Em um quarteto que incluiu o jovem Ronnie Lechien, O’Mara terminou no topo em seu único campeonato no AMA Motocross.

Ward teria que esperar até o ano seguinte para se vingar contra Johnny, vencendo o AMA Motocross na categoria 125 em uma decisão dividada. O’Mara vencia, com frequência a primeira bateria com sua suave Honda e Ward iria se recuperava na segunda. Era mais do que suficiente para faturar seu primeiro título de peso e Ward iria reforça-lo no ano seguinte, pegando o título do AMA Supercross de O’Mara e derrotando-o, também, no título da categoria 250 no Motocross, vencendo cinco de dez vitórias no campeonato que incluiam Johnson e Bob “Hurricane” Hannah.

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Em 1986 uma grande mudança foi feita no circuito do AMA: a ‘regra de produção’ entrou em vigor, livrando-se das motos de fábrica, que estavam aumentando muito os custos das corridas. Também terminou uma das eras mais legais para os fãs da corrida !!! Mas ainda tinham corridas para serem disputadas, e Ward, o atual campeão do Supercross e Motocross na época, não teve uma boa temporada em sua nova moto de produção.

Ele nem mesmo se classificou para a abertura da temporada do Supercross de 1986 em Anaheim, o que realmente deu o tom da temporada que os pilotos da Honda, David Bailey e Rick Johnson, iriam dominar. Ward terminou em quarto no campeonato 250 no AMA Motocross atrás de RJ, Bailey e O’Mara e depois em terceiro na categoria 500, atrás de Bailey e Johnson.

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Wardy se vingou com uma ótima corrida durante a temporada de 1987 do supercross, faturou seu segundo plate #1 lá. Mas ele foi interrompido em sua tentativa de recuperar aquele plate #1 na categoria 250, já que RJ mais uma vez tinha seu número. Mas em 1988, Ward se vingou, colocando sua Kawasaki na frente e mantendo-a lá para outro título da 250 no Motocross.

Em 1989, Ward se tornou o primeiro piloto na história do AMA Motocross a ter vencido um titulo em todas as três maiores categorias e também no AMA Supercross quando ele superou a estrela em ascendência, Jeff Stanton, para o AMA Motocross da 500cc 1989 (e ele ficou apenas com 16 pontos  do total das vitórias de Stanton na categoria 250). Ward e Mike Kiedrowski são os únicos pilotos com títulos em todas as três categorias do AMA Motocross e os títulos da 250 no Supercross de Ward o tornam o único piloto a vencer um campeonato em todas as grandes divisões. Em 1990, com Johson ainda com o pulso lesionado, novamente Stanton mal derrotou Ward na briga pelo título da 250, mas Ward novamente levou a melhor sobre Stanton em outro título das 500cc, seu quinto no AMA Motocross.

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Sua carreira incrível finalmente chegaria ao fim em 1992, com Wardy (ainda um piloto de fábrica da Kawasaki) vencendo seu segundo e último nacional de Motocross com uma vitória em Steel City.

Com seu sucesso no Supercross e dois títulos, Jeff Ward espalharia suas vitórias do Motocross por três categorias assim: 11(125cc), 13 (250cc), 12 (500cc). Esse é o recorde de vitórias mais diverso no Motocross, mostrando que ele poderia ter sido o melhor piloto de todos os tempos.

Deve-ser notar que os diversos talentos de Ward também recompensaram com o anual Motocross e Troféu des Nations. Ele entrou e correu por seu país todas as vezes que foi chamado e ele nunca perdeu, correndo em um ponto ou outro nas categorias 125,250 e 500. Aquelas coridas técnicamente não contam nesses rankins, mas com certeza contam para o poder de sua estrela e sua reputação como competidor que não tinha medo de ninguém, em qualquer moto.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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