Top 10 AMA Motocross – Rick Johnson #3

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 16 de Maio de 2013 - 23:47

O modelo do superstar do Motocross norte-americano contemporâneo foi forjado de muitos grandes campeões ao longo dos anos, mas nenhum simboliza o produto completamente terminado melhor do que Rick Johnson. Ele foi o bárbaro combatente que agrada a multidão que nós vemos em Ryan Villopoto ou Justin Barcia, um trabalhador comsumado como Ryan Dungey. Tinha o carisma de Kevin Windham e possuía a velocidade transparente de James Stewart ou Blake Baggett. Nos anos 80, Ricky Johnson veio com tudo isso e a impressão que ele fez em uma carreira repleta de campeonatos fica com a gente até hoje. Ele é da região de El Cajon, a mais pura Califórnia, e ele é o #3 na lista dos Melhores Pilotos de todos os tempos do AMA Motocross.

Com basicamente todo atleta até nesse momento, nós explicamos suas épocas, suas competições, as jornadas de suas carreiras e seu legado. Para uma geração de fãs do Motocross, Johnson é o homem em quem mais pensamos quando nós pensamos nos anos 80, mesmo que aquela era foi repleta de lendas: Broc Glover, Jeff Ward, Mark Barnett, David Bailey, Johnny O’Mara, Ron Lechien, Danny ‘Magoo’ Chandler, Micky Dymond entre outros. Foi Johnson que mais crescia em um tempo em que o motocross passava por uma revolução, tendo os americanos provado ao resto do mundo que eles eram a força no Motocross, e RJ mais frequentemente era o melhor entre os americanos.

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Ele jogava para os fãs, não apenas vencendo, mas também fazendo isso de um modo que parecia ser muito divertido. Ele permitiu que sua imagem fosse usada de maneira que as revistas de motocross nunca viram, o muso para a Fox Racing surgiu durante aquele tempo para o topo elegante da linha. E ele também era um falador, não alguém que ficava debaixo da barraca ou que se trancava na parte de trás de sua van enquanto os fãs esperavam por horas do lado de fora dos pits. A esse respeito, RJ era o Travis Pastrana de seu tempo.

Por causa do talent acumulado ao seu redor, Johnson não teve as temporadas dominantes e invictar que outros da lista tiveram. Nem mesmo foi um prodígio das minibikes que chegou em seu primeiro nacional com uma caminhonete Datsun cheia de troféus. Ele teve o apoio da Yamaha e como um piloto de 16 anos patrocinado, ele correu no AMA 125 em 1981, um campeonato quase que dominado completamente por Mark Barnett. Mas quando o Bomber perdeu a última etapa com a clavícula quebrada, isso deu uma abertura para Johnny O’Mara para pegar sua primeira vitória no Nacional de Carlsbad. Mas o vencedor da segunda bateria naquele dia foi o #212, Ricky Johnson.

Em 1982, a Yamaha mudou o garoto para a categoria 250cc junto com o veteran Glover, com Bob Hannah mudando para a categoria 125cc. Agora com 17 anos, e uma criança grande, Johnson aproveitou, vencendo seu primeiro Nacional em High Point e depois levando a batalha para Glover e Donnie Hansen do Team Honda todo o caminho até a última etapa na antiga pista de Lakewood, no Colorado. Lá ele cometeu um erro de inexperiência juvenil, e saltando longe demais, muitas vezes na encosta de terra que parecia concreto e quebrando sua roda e também suas expectativas para o título. As lições que ele aprendeu teriam que esperar até 1984, porque Johnson sofreu com um quadril fraturado durante a temporada do Supercross em 1983.

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Em 1984 as coisas começavam a se encaixar para Johnson. Ele mostrou melhora acentuada no supercross e depois pilotou sua Yamaha (naquele ano, amarela pela última vez) para seu primeiro título, o Campeonato AMA 250 Motocross. Ele também aceitou a missão de correr pelo Team USA no Motocross das Nações, e eles venceriam ambos. Como todos aqueles caras de 1980 que eram convocados, RJ nunca estaria em uma versão perdedora do Team Estados Unidos.

Foi em 1986 que Johnson realmente atingiu seu passo. Ele se juntou ao Team Honda, junto com Bailey, O’Mara e Dymond, e logo se tornou o campeão do AMA Supercross e também Campeão do AMA Motocross 250. Ele ficou à seis pontos do título da 500cc, já que seu colega de equipe, Bailey, o segurou. Infelizmente, aquele foi o último ano de corrida de Bailey, que acabou sofrendo um acidente e ficou paralítico.

Em 1987 Johnson se encontrou no topo de tudo ao lado de Jeff Ward do Team Kawasaki. Ele era visto em toda capa de revista, a estrela de toda corrida que era exibida na TV, o homem com a maior fila de autógrafos nos pits. Ele estava tentando novos movimentos na motocicleta também, jogando seu no-legged whips mais difíceis, fazendo truques hands-off no meio da corrida e apenas se divertindo basicamente. Mas fora das pistas, Johnson era uma mão na roda. Ele varreu os dois títulos da 250 e 500 Motocross naquele ano, embora alguns dedos deformados mais tarde no Supercross, prejudicaram suas chances de varrer tudo, e Jeff Ward retomou o plate #1 do Supercross.

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RJ esperava uma repetição dos dois títulos da 250 e 500cc e talvez até aquela coroa tripla em 1988, mas dessa vez seu problema foi no Nacional 250, onde um incidente em Lake Sugar Tree arruinou seu lance ao título. Ele sucedeu com outra coroa de Supercross e outro título da 500 no AMA Motocross.

No começo da temporada de 1989, Johnson parecia melhor do que nunca. Depois de desfiar cinco vitórias para começar o AMA Supercross antes de perder em Atlanta, RJ entrou em Gatorback Cycle Park, na Flórida, como o favorito de todos para fugir com tudo… mas ele sequer conseguiu sair do treino. Johnson se embaralhou com o piloto de apoio da Honda, Danny Storbeck, em cima de uma saliência de um dos saltos. Storbeck caiu em cima do braço de Johnson, quebrando o osso navicular de seu punho.

Naquela época, não era uma lesão que os médicos estavam acostumados a lidar. Por mais que tentasse, Johnson nunca recuperou a sua velocidade complete. Ele venceu algumas corridas, como o GP 250 em Unadilla em 1989 sobre Jean-Michel Bayle, a abertura do nacional de motocross de Gatorback em 1990, e finalmente a final da temporada do Nacional 500cc em Unadilla. Mas aquele punho direito continuava travando e Johnson não teve escolha a não ser parar de correr, se ele não podia vencer, ele não estava interessado.

No momento em que ele parou, uma geração de crianças aprendeu muito com ele e os homens que ele combateu. Bailey, Glover, Lechien, Ward, O’Mara, todos eles foram influentes, mas Johnson tinha tudo: a versatilidade, a ética de trabalho, o estilo, a esperteza de RJ, a agressividade. Ele foi o modelo principal para o piloto de motocross de hoje. Por isso e mais todas as vitórias e títulos que ele está classificado em #3 em na lista dos Melhores Pilotos de todos os tempos do AMA Motocross.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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