Pepê Bueno fala da sua experiência no Loretta Lynn’s

Por Maurício Haas | Fotos por Divulgação | 05 de agosto de 2013 - 20:06

Engana-se quem pensa que a rotina do Loretta Lynn’s 2013 foi só corrida. Teve muita diversão fora das pistas e passatempos de sobra para os pilotos, como tomar banho em lagos ou até mesmo frequentar ‘baladinhas’ à noite.
 
O evento rolou entre os dias 29 de julho e 3 de agosto, no Rancho da cantora country Loretta Lynn, localizado em Hurricane Mills, no Estado do Tennessee, Estados Unidos. O brasileiro Pedro ‘Pepê’ Bueno participou pela primeira vez neste ano, e conta como foi a experiência na competição consagrada como “o maior campeonato de Motocross amador do mundo”.
 
“Em primeiro lugar tenho que dizer que fiquei impressionado com o rancho. Fiquei apaixonado pelo lugar. É tão grande que tivemos que alugar um carrinho de golfe para se deslocar. E é muito bonito, cheio de lagos e árvores. Tinha muita coisa pra fazer além de competir”, disse Pepê. 
 
Pepê contou que ele e os outros brasileiros que participaram do Loretta, Enzo Lopes e Tauan Brenner, passaram a maior parte do tempo juntos, se ajudando, trocando informações sobre a pista e se divertindo com o evento.
 
“Nunca vi tanto motorhome na minha vida. Tinha mais de 1.500 pilotos. E todo mundo se reunia para andar de carrinho e motinha no box. A gente também aproveitava o tempo livre pra andar de pedalinho e nadar nos lagos. A galera saltava das árvores e tudo. Mas o que a gente mais fazia era andar de carrinho pelo box. Tinha até polícia cuidando pra ninguém passar dos limites. E à noite tinha festa também, uma balada para os pilotos, com som rolando e a galera dançando. Mas terminava cedo, no máximo às 23:00 horas, porque no outro dia tinha corrida”, lembra Pepê.

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O piloto estava acompanhado de seus pais e mais seu mecânico no motorhome alugado pela família. Os outros brasileiros estavam todos instalados da mesma forma, como vizinhos em motorhomes ao lado. 

 

“A gente fazia tudo junto. As mães cozinhavam pra toda galera nos motorhomes. E quem ia primeiro pra pista voltava com as informações de traçado para os outros. Eu acordava às 7:00 horas, saia para correr a pé entre 30 e 40 minutos, depois tomava café, ia assistir a primeira bateria e esperava chegar a minha vez de ir para pista”, revela, antes de continuar falando da manutenção da pista. 

 

“Eles sempre conseguiam deixar a pista em boas condições. Sempre estava muito técnica, mas não perigosa. Mais de dez máquinas trabalhavam na pista para deixar ela perfeita para cada bateria”, disse Pepê. 

 

Por fim o atleta fala de seus resultados. Pepê ficou em 16º na soma das baterias da 250B Original e 19º na soma das baterias da 250B Modificada. Seu melhor desempenho em baterias foi a sexta colocação alcançada na última corrida da Modificada. 

 

“Eu só conhecia os pilotos adversários por vídeos, e alguns eu vi e enfrentei nas classificatórias. Fiquei feliz com os resultados, afinal a categoria B, como todos sabem, não é nada fácil. É a categoria mais disputada e, de 40 pilotos, andei entre os 15 em quase todas as baterias. Os dez primeiros são pilotos patrocinados pelas fábricas, então o sexto na última bateria foi muito bom. Quando parei a moto no pódio e só tinha cinco na minha frente, todos eles oficiais, olhei para trás e vi os outros oficiais e fiquei muito feliz !!!”, comemora. 

 

“Se não fosse um problema mecânico na segunda bateria da Modificada, eu poderia ter ficado em uma posição melhor. Tinha feito uma largada muito ruim, mas consegui me recuperar bem e cheguei a andar perto do décimo colocado até quebrar minha moto. São coisas que acontecem”, lamenta.

 

Na próxima quinta-feira, 8 de agosto, Pepê volta ao Brasil para terminar o ano em terras tupiniquins. Vai encarar as três etapas restantes do Brasileiro de Motocross na categoria MX2, que acontecerão em Santa Catarina, Paraná e Goiás. 

 

“Com certeza os objetivos foram cumpridos aos poucos aqui nos Estados Unidos. Agora tenho que continuar o trabalho, colocando em prática o que aprendi. Ano que vem, se tudo der certo, volto aos Estados Unidos para mais uma temporada”, adianta. 

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Confira os resultados de Pepê Bueno no Loretta Lynn’s 2013

 

250B Original

Primeira bateria: 20º

Segunda bateria: 14º

Terceira bateria: 15º

Resultado final: 16º na geral

 

250B Modificada

Primeira bateria: 15º

Segunda bateria: DNF (não completou)

Terceira bateria: 6º

Resultado final: 19º na geral 

Pepê Bueno é patrocinado por FMF, DP Brakes, RSMX, Alpinestars, Answer, Renthal, ARC, Fitness by Lori, Stocovich, Posey e Multiciclo.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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