Uma nova era do Motocross na Bélgica

Por Mariah Morgado | Foto por Divulgação | 13 de agosto de 2013 - 16:13

Quando falamos dos países que significam muito para o Motocross, podemos citar muitos, embora a Suécia com seu domínio no começo do esporte e a Bélgica com sua longa lista de pilotos lendários sejam os dois países que mais se destacam.

O Motocross belga teve sua primeira corrida de campeonato Mundial de Motocross em 1957, quando o piloto sueco Sten Lundin venceu o GP das 500 em Namur. O primeiro GP das 250 aconteceu no circuito de Loppem em 1962, e o vencedor foi o britânico Arthur Lampkin.

Embora o Mundial da Bélgica seja no circuito Pleine Militaire de Sans Souci, na cidade de Bastogne, neste ano o circuito recebe pela segunda vez o GP da Bélgica, sendo que existem muitos outros circuitos que anteriormente presenciaram eventos históricos.

No topo da lista está Namur, o circuito que circunda o Citadelle, acima da cidade de Namur. Se perguntar a qualquer piloto belga qual o seu circuito favorito, a maioria vai responder Namur. E apesar de sua natureza difícil e perigosa, a atmosfera do circuito foi incomparável na história do esporte.

Outros circuitos que se destacam nos últimos 55 anos são Borloon, Nismes, Kester, Lommel, mas nenhum se compara a Namur.  Namur sediou um Mundial desde 1957 até 2000, ficando de fora apenas das temporadas de 1959, 1965, 1984 e 1997. Anos mais tarde, quando a Youthstream assumiu o controle dos campeonatos Mundiais de Motocross, e Grand Prix triplos aconteceram no circuito com as etapas das categorias 125, 250 e 500 acontecendo todas no mesmo dia.

Namur também foi um circuito com muita história. Antonio Cairoli venceu seu primeiro GP nessa pista em 2004, Stefan Everts venceu seu 50º GP e seu 10º campeonato Mundial em Namur. Eric Geboers também venceu seu quinto campeonato Mundial em Namur, e até se aposentou ao final do mesmo evento.

“Namur sempre será especial para mim,” disse Everts uma vez. “Ela tinha tudo, mas não era sempre um lugar fácil de correr, sendo muito estreita e escorregadia às sombras das árvores. Eu me sinto muito feliz por ter feito o que fiz em Namur, é o circuito mais especial que eu já corri.”

Roger De Coster, que venceu sete vezes em Namur, era um grande favorito do público, e se lembra bem do prazer de Namur, primeiro como um fã e depois como piloto.

“Minha primeira viagem para Namur foi quando eu era apenas uma criança,” conta De Coster. “Eu fui com minha bicicleta para a pista e meus pais nem sabiam. Foi um longo trajeto e eu só encontrei a pista porque eu podia ouvir as motos à distância. Como piloto, eu venci tantas vezes lá e é um lugar que sempre vou ter na memória boas lembranças.”

Mas este ano o Mundial de Motocross MX1 / MX2 na Bélgica na será em Bastogne. É outra nova era do Motocross, e como Namur, é um circuito com muitos aspectos positivos.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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