Entrevista com o piloto Tyla Rattray

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 02 de setembro de 2013 - 11:13

Tyla Rattray. Só o nome já diz tudo. Um dos melhores pilotos de Motocross de todos os tempos da África do Sul, Tyla apelidado de ‘Styla’ tem sido um grande nome no cenário mundial há anos. Depois de faturar o título mundial da MX2 em 2008, o peso pesado sul africano optou deixar a Europa e ir para os Estados Unidos onde ele se uniu a altamente aclamada equipe Pro Circuit / Kawasaki.

Não demorou muito para Tyla deixar sua marca nos Estados Unidos, rapidamente sendo cogitado com um dos favoritos para o pódio. Com muitas vitórias e diversos pódios, Tyla assumiu seu lugar como vice-campeão do AMA Motocross em 2010 e 2011.

Infelizmente para o popular sul africano as temporadas de 2012 e 2013 o viu enfrentar sua cota de lesões que prejudicaram seus resultados. Tentando virar o jogo e correr os últimos anos de sua carreira no topo, Tyla optou por retornar a Europa e disputar o título Mundial de Motocross 2014. Em entrevista depois das noticias animadores, Tyla relembrou onde já esteve, o que já fez e para onde ele vai.

Pergunta – Relembrando toda a sua carreira no Motocross qual foi o momento mais memorável ?

Tyla Rattray – Com certeza foi vencer o título mundial da categoria MX2 em 2008.

Pergunta – Depois de ser um piloto de ponta consistente no Campeonato Mundial por pelo menos seis anos, você decidiu ir para os Estados Unidos, qual foi o fator mais importante nessa decisão ?

Tyla Rattray – Eu queria muito vir para os Estados Unidos e ver como tudo ocorreria aqui com o Supercross e o Motocross. No Supercross eu tive algumas corridas boas e no motocross eu briguei pelo título dois anos seguidos e fui vice nas duas vezes. Obviamente eles dizem que o ouro das corridas está nos Estados Unidos então foi por isso que eu queria vir para cá e correr e ver o quão competitivo eu seria e é algo que não me arrependo de ter feito. Estou feliz em ter tido a chance de experimentar correr o AMA Supercross e o AMA Motocross em minha carreira, correr no Supercross Americano é o sonho de toda criança !!!

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Rattray em ação pela equipe Pro Circuit no AMA Motocross 450 2013

Tyla Rattray – Bem,  eu corri na Europa por oito anos em minha carreira e agora venho correndo nos EUA por cinco anos, vou dizer que definitivamente é mais difícil para um piloto que correu nos Estados Unidos a vida inteira ir para a Europa e competir por lá, as pistas americanas são muito diferentes e o estilo de vida também é muito diferente.

Pergunta – Foi confirmado que você vai correr o campeonato Mundial em 2014, quão importante para você é essa oportunidade ? É onde você quer estar ?

Tyla Rattray – Sim, eu estarei retornando para a Europa em 2014 para continuar a última parte da minha carreira por lá. Eu me diverti muito correndo por Mitch (Payton) e a galera da Pro Circuit e não posso agradecê-los o suficiente por todos os bons momentos e lembranças que tive correndo aqui nos Estados Unidos!

Pergunta – Você estará competindo na categoria principal, a MXGP (atual MX1), a categoria que tem mais estrelas. Como você acha que vai se sair ?

Tyla Rattray – Eu já corri com Tony (Cairoli) e os caras da MX1 antes. Não será como se eu nunca tivesse corrido com caras que nunca enfrentei, com certeza vai ser divertido voltar para lá!

Pergunta – Quais são os seus planos de treinamento, você vai se basear aqui nos EUA ou por lá? Vai continuar trabalhando com Aldon ?

Tyla Rattray – Vou me basear na Bélgica que é onde eu estive baseado antes de vir para os EUA então eu conheço tudo por lá e é bem centralizado para os GPs. Eu vou continuar trabalhando com Aldon enquanto correr na Europa.

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Pergunta – Para finalizar, a África do Sul anunciou sua equipe para o Motocross das Nações ? Você vai competir ? O que está acontecendo ?

Tyla Rattray – Não, infelizmente nós não vamos para o Motocross das Nações. A África do Sul não tem orçamento para enviar uma equipe esse ano.

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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