A história do AMA Supercross

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 01 de janeiro de 2014 - 23:11

O Supercross é um esporte muito técnico. É uma derivação do Motocross. Mesmo o Motocross e o Supercross sendo similares em diversos aspectos, também existem diferenças significativas. Como por exemplo, as corridas de Supercross são fortemente divulgadas e são eventos de esporte a motor televisionados dentre as maiores cidades. As pistas de Supercross também são mais técnicas, não são tão rápidas como as de motocross, mas possuem um nível de dificuldade muito mais elevado, acrescentando ainda o fator do risco de lesão.

O Supercross é um esporte adaptado para o espectador de televisão, como resultado de ampla cobertura televisiva, como o seu mercado-alvo. O termo ‘Supercross’ foi criado como o nome do evento para a primeira corrida organizada de Motocross que foi um sucesso dentro de um estádio nos Estados Unidos. Em 1972, o promoter de corridas Michael Goodwin armou o que ele chamou de o ‘Super Bowl do Motocross’ dentro do Los Angeles Coliseum em Los Angeles, na Califórnia. Esse evento foi vencido por Marty Tripes aos 16 anos de idade.

Essa competição original contou com muitos dos melhores pilotos de Motocross da época. Foi um sucesso comercial tão grande que gerou muitos imitadores, e o termo ‘Supercross’ foi criado para identificar os eventos de motociclismo similares ao Motocross dentro de estádios. As corridas modernas de Supercross são sancionadas e governadas pelas associações de motociclismo, o campeonato principal sendo tanto a American Motorcyclist Association que é a organização mais antiga e mais prestigiada (na América), ou o campeonato Monster Energy Supercross Championship que são parte do trabalho do Clear Channel, que contribuiu com experiência em filmagens na pista de eventos de competição para Supercross em 2004.

Mesmo crescendo consistentemente desde os anos 70, a popularidade do Supercross decolou mesmo no início do século XXI. Nos Estados Unidos, hoje as corridas de supercross são a segunda forma de esporte a motor mais popular (depois da corrida da Nascar). A cada ano, a American Motorcyclist Association premia três campeões de Campeonato de Supercross. Eles são campeões de Supercross, o que até 2006 era referido à categoria 250, campeão de Supercross Lites Leste (que foi a 125 Leste) e o campeão de Supercross Lites Oeste. Os Campeões Mundiais de Supercross são nomeados por outras organizações de corrida ao redor do mundo. Até 2006, as classificações das corridas de Supercross eram governadas pela cilindrada do motor da moto. No passado, campeonatos foram premiados na 125cc (também conhecida como MX2), 250cc (MX1) e na 500cc (também conhecida como MX3). Geralmente o campeão 250cc sempre foi considerado o mais prestigiado.

O campeonato AMA começa no final de dezembro e continua até meados de maio. Consiste de 17 etapas da categoria 450, oito etapas da categoria 250cc Oeste em dezembro e oito etapas da categoria 250cc Leste em fevereiro, a última etapa tem a Disputa Leste-Oeste em maio, e 14 grandes estádios e um circuito permanente (em uma instalação temporária em um estádio) por toda a América do Norte.

Cada competição é estruturada similarmente a corrida de circuitos curtos com duas baterias e uma corrida de consolação em cada categoria. Na categoria 450cc, cada bateria tem oito voltas enquanto na categoria 250cc são seis voltas por bateria.  Cada bateria tem 20 pilotos (uma pode ter 21 pilotos, depende dos resultados da classificatória), com os nove primeiros avançando para o evento principal. Os outros 22-23 pilotos rebaixados para a corrida de consolação, conhecida como a Last Chance Qualifier (LCQ), que tem quatro voltas na categoria 250 e seis voltas na 450cc, os dois primeiros pilotos (até 2008 eram os quatros primeiros na categoria 250cc) avançam para o evento principal.

Na categoria 450cc, o competidor com a colocação mais alta em pontos, dado que ele esteja entre os dez primeiros na pontuação nacional, e ainda tem que se classificar depois de cada bateria ou LCQ, vai receber uma provisória para a corrida principal. O evento principal tem 15 voltas na categoria 250cc e 20 voltas para a categoria 450cc, o vencedor da corrida ganha 25 pontos no campeonato.

Se necessário, os oficiais da prova podem encurtar o evento principal, devido a condições climáticas severas, para 10 ou 15 voltas, respectivamente, dependendo da categoria.

Para a categoria 250 4T o final de temporada, a Disputa Leste-Oeste, em Las Vegas começou em Maio de 2011, os 20 melhores de cada região vai correr no evento, que não vale pelo campeonato, em uma bateroai de 15 voltas. As regras padrões aplicam-se, com o evento principal tendo dez voltas.

Começando com a temporada 2013, pilotos que estão na liderança da pontuação do campeonato usam o plate vermelho para correr no campeonato.

Se em qualquer ponto durante as baterias, LCQs ou eventos principais, que a corrida tem bandeirada vermelha com menos de três voltas, a corrida terá uma nova largada. Porém, se a corrida tiver bandeirada vermelha com mais de três voltas completadas, mas com menos de 90% total da distância da corrida e depois de um mínimo de 10 minutos de atraso, a corrida terá uma relargada escalonada com os pilotos alinhando de acordo com a última volta que completaram.

Campeões do Mundial de Supercross nos últimos 10 anos

2013 – Ryan Villopoto
2012 – Ryan Villopoto
2011 – Ryan Villopoto
2010 – Ryan Dungey
2009 – James Stewart
2008 – Chad Reed
2007 – James Stewart
2006 – James Stewart
2005 – Ricky Carmichael
2004 – Heath Voss
2003 – Chad Reed

Campeões do AMA Supercross

Categoria 450 – Categoria 250 Oeste – Categoria 250 Leste

2013 – Ryan Villopoto / Ken Roczen / Wil Hahn
2012 – Ryan Villopoto / Eli Tomac / Justin Barcia
2011 – Ryan Villopoto / Broc Tickle / Justin Barcia
2010 – Ryan Dungey / Jake Weimer / Christophe Pourcel
2009 – James Stewart / Ryan Dungey / Christophe Pourcel
2008 – Chad Reed / Jason Lawrence / Trey Canard
2007 – James Stewart / Ryan Villopoto / Ben Townley
2006 – Ricky Carmichael / Grant Langston / Davi Millsaps
2005 – Ricky Carmichael / Ivan Tedesco / Grant Langston
2004 – Chad Reed / Ivan Tedesco / James Stewart
2003 – Ricky Carmichael / James Stewart / Branden Jesseman
2002 – Ricky Carmichael / Travis Preston / Chad Reed
2001 – Ricky Carmichael / Ernesto Fonseca / Travis Pastrana
2000 – Jeremy McGrath / Shae Bentley / Stephane Roncada
1999 – Jeremy McGrath / Nathan Ramsey / Ernesto Fonseca
1998 – Jeremy McGrath / John Dowd / Ricky Carmichael
1997 – Jeff Emig / Kevin Windham / Tim Ferry
1996 – Jeremy McGrath / Kevin Windham / Mickael Pichon
1995 – Jeremy McGrath / Damon Huffman / Mickael Pichon
1994 – Jeremy McGrath / Damon Huffman / Ezra Lusk
1993 – Jeremy McGrath / Jimmy Gaddis / Doug Henry
1992 – Jeff Stanton / Jeremy McGrath / Brian Swink
1991 – Jean-Michel Bayle / Jeremy McGrath / Brian Swink
1990 – Jeff Stanton / Ty Davis / Denny Stephenson
1989 – Jeff Stanton / Jeff Matiasevich / Damon Bradshaw
1988 – Rick Johnson / Jeff Matiasevich / Todd DeHoop
1987 – Jeff Ward / Willie Surratt / Ron Tichenor
1986 – Rick Johnson / Donny Schmit / Keith Turpin
1985 – Jeff Ward / Bobby Moore / Eddie Warren
1984 – Johnny O’Mara / Chris Shkyria
1983 – David Bailey
1982 – Donnie Hansen
1981 – Mark Barnett
1980 – Mike Bell
1979 – Bob Hannah
1978 – Bob Hannah
1977 – Bob Hannah
1976 – Jimmy Weinert
1975 – Jimmy Ellis
1974 – Pierre Karsmakers

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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