Declaração da nova diretoria da Federação Gaúcha

Por André Charão | Foto por Sílvio Bilhar | 20 de Janeiro de 2014 - 18:26

Em mais um pleito marcado pela democracia, respeito e ordem, Paulo Della Flora, leva a maioria dos votos e mantêm seu trabalho frente a Federação Gaúcha de Motociclismo – FGM, por mais quatro anos, dando um grande exemplo para todo o Brasil de ordem e civilidade na eleição para a nova diretoria da entidade.

Realizada na última quinta feira, dia 16 de janeiro, na sede da FGM, a eleição para a gestão 2014-2017, sendo que o atual presidente Paulo Della Flora ‘Jabuti’ foi reeleito para mais um mandato.

Na abertura da assembleia, que teve início em segunda chamada às quinze horas e trinta minutos, teve como primeiro ponto a discussão sobre três clubes presentes, que estavam há quatro anos em atraso com sua taxa de filiação e efetuaram o pagamento no dia 30 de dezembro. O presidente questionou o fato de dois dos referidos clubes não terem realizado nenhum tipo de atividade motociclística.

Após a assembleia aceitar os três clubes como participantes da votação, foi colocado pelo presidente da mesa, Sr. Airton de Oliveira Vargas do moto clube de Montenegro, em votação as contas da gestão apresentadas a todos os clubes presentes, prestação esta que foi aprovada por quatorze votos e três abstenções. Com a aprovação pelo voto aberto foi então realizada a eleição, onde nove votos a foram a favor da chapa um (1) de Paulo Della Flora e sete (7) votos foram para a chapa dois (2) de Jair Costa, sendo que o presidente da mesa declarou seu voto também para a chapa um (1).

Após eleito, o presidente Paulo Della Flora, ‘Jabuti’, agradeceu a todos os presentes, independente de opção de voto e conclamou a todos para trabalharem pelo motociclismo gaúcho. Falou também que não tinha um extenso plano de gestão, mas sim um plano de ações, a exemplo das que já haviam sido feitas, citando o alto nível das competições no Rio Grande do Sul e a grande valorização da mídia nacional, que considera os campeonatos do Rio Grande do Sul um dos melhores do Brasil.

Paulo Della Flora citou também o grande crescimento do patrimônio da FGM, declarando que assumiu a FGM praticamente sem patrimônio, além de montar a ótima estrutura patrimonial da FGM hoje, ainda teve de assumir muitas dívidas da gestão anterior.

Durante a assembleia ainda foi discutida uma reforma no estatuto, solicitada pelo presidente, que deve ser feita até o mês de junho de 2014. O Dr. Juliano Vanzella, responsável por parte do departamento jurídico da FGM, expôs aos presentes a atual situação da FGM na área jurídica, onde se comprovou que dos processos existentes, apenas dois são da atual gestão: um onde a FGM está se defendendo de uma ação sobre uma prova não autorizada, outro onde a FGM é autora contra o uso do nome da entidade em recursos públicos.

O candidato da chapa dois solicitou ao presidente da mesa cópia das atas dos clubes presentes que lhe foram entregues pelo secretario da FGM. A assembleia encerrou em clima de ordem com todos os presentes assinados em ata.

O presidente destacou a democracia e a forma pacífica de como ocorreu a assembleia. “Acho que tivemos um dia a ser marcado no motociclismo gaúcho e também brasileiro, pois tivemos um grande exemplo de democracia e ordem, agradeço a todos que me apoiam e também elogio a postura do candidato Jair Costa, que me auxiliou na gestão anterior até o nosso ultimo evento e teve um comportamento muito respeitoso nesta eleição. Fico um pouco chateado quando sei que teve pessoas que não mostraram a cara, mas tentaram me prejudicar com ações de baixo nível. Não fiz grandes campanhas, pois o meu trabalho à frente da FGM é uma mostra do que podemos fazer, para mim isto tudo é muito sério e não deve ser confundido e nem distorcido. Para esta nova gestão pretendo realizar muita coisa, estou de ânimo novo e com muita determinação, sei que o motociclismo do Rio Grande do Sul tem um enorme potencial e pretendo mostrar isto para todo o país. Todas as modalidades terão atenção, no entanto, isto não significa que eu, Jabuti, tenha que estar presente em todas as competições, no entanto, estarão representando a mim e a Federação Gaúcha de Motociclismo, pessoas idôneas e comprometidas com os campeonatos e o crescimento do esporte, dando o suporte e auxilio necessário. Sou criticado por não estar em todas as provas, mas sempre tentei colocar pessoas para me representar da melhor forma possível, embora algumas fizessem o contrário. No Velocross em especial, pretendo criar novidades, pois temos um bom número de atletas, mas não temos parceiros na área de promoção de provas estaduais, vou trabalhar para isto mudar. Acho que em 2014 já poderemos comemorar grandes ações e novidades no motociclismo Gaúcho”, declarou o presidente reeleito.

O primeiro vice-presidente da FGM, Adílson Kilca, comemorou a vitória com os companheiros de chapa e também falou sobre o futuro dos trabalhos nos próximos quatro anos da nova gestão. “Estou contente, assim como meus companheiros, por termos mais quatro anos para dar sequência ao nosso trabalho, no entanto, quero dizer que por questões de ordem particular, profissional  e até por compromissos junto a CBM assumidos anteriormente, não pude ter uma participação tão efetiva na gestão passada. Agora tenho a oportunidade de conciliar tudo isso e poder trabalhar junto com o nosso presidente no desenvolvimento de ações que ajudem a qualificar nosso esporte, em especial o Veloterra”, declarou Kilca.

Para o Cláudio Chies, segundo vice-presidente, o trabalho desenvolvido na primeira gestão foi muito bom, a estruturação da FGM, a evolução do campeonato Gaúcho de Motocross e o aumento do nível técnico dos pilotos são exemplos disso, no entanto, para ele, se teve chapa de oposição, com opiniões diferentes, é sinal que ainda tem muito que se fazer. “Antes de mais nada, somos apaixonados por motociclismo, temos o maior número de Moto Clubes em atividade entre todas as federações do país, fizemos um belo trabalho nestes quatro anos e vamos trabalhar ainda mais para que nos próximos quatro o Rio Grande do Sul seja referência no motociclismo”, disse Chies.

Perfil da Diretoria da FGM

Presidente

Paulo Della Flora, o ‘Jabuti, empresário, 45 anos, considerado um dos grandes nome do Motociclismo nacional. Piloto de Motocross nos anos 90, hoje pai de piloto, fundador do moto clube santa-rosense, liderança regional por muitos anos, diretor de provas campeonato Gaúcho , diretor de Motocross da FGM e CBM, diretor de provas da CBM, Motocross, Supercross e Motovelocidade, diretor de provas FIM Latino América, diretor de provas FIM. 

Primeiro Vice-Presidente

Adílson Niederauer Kilca, 47 anos, o grande responsável pelo surgimento do Veloterra (Velocross) no Brasil, organizou a primeira etapa e o primeiro campeonato Gaúcho da modalidade em 1990, elaborou e desenvolveu a modalidade durante quinze anos, desde então atuou junta a FGM, trabalha em prol da FGM a mais de 20 anos, ora como apoiador, ora como vice-presidente (dez anos), quatro destes na última gestão, no ano de 1998, Adílson, foi o primeiro gaúcho a participar do seminário da FIM – Federação Internacional de Motociclismo, obtendo a licença de  diretor internacional de Rally, Enduro, Supercross e Motocross, é comissário técnico internacional da FM, atuou como delegado da equipe brasileira que participou do Six Day, uma das mais importantes competições do motociclismo mundial, na etapa realizada no Brasil. Participa da realização de Rally no território nacional desde 1997, foi o primeiro brasileiro a dirigir uma etapa do campeonato mundial de Rally, sendo o diretor de provas em dez etapas do mundial, é o diretor de Rally da CBM.

Segundo Vice-Presidente

Cláudio Chies, 59 anos, gerente de vendas, pai de piloto, membro fundador da Associação Barbosense de Motociclísmo, responsável pela etapa mais tradicional do campeonato Brasileiro de Motocross  em Carlos Barbosa há 12 anos, trabalha em prol da FGM a mais de dez anos, os últimos quatro anos como membro da diretoria.

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Membros participantes da assembleia eletiva da FGM

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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