10 coisas para assistir no AMA SX em Anaheim3

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 01 de fevereiro de 2014 - 13:52

O retorno de Tomac
Eli Tomac estava apenas no início da corrida de sua temporada como novato na categoria 450 quando colidiu com Jake Weimer e sofreu a lesão no ombro que o deixou de molho desde Anaheim1. “Foi uma coisa estranha, porque eu fui a especialistas diferentes e não tinha nada de errado estruturalmente com meu braço ou meu ombro, mas ao mesmo tempo estava muito fraco enquanto me recuperava.” Tomac disse esta semana em entrevista. “Eu não conseguia segurar a moto bem o suficiente para correr.” Paridade tomou conta da categoria 450SX em 2014 e outro concorrente acabou de ser jogado na linha de fogo. “Nesse momento, ninguém nem está pensando em nós, então pode ser que nós podemos chegar lá e surpreendermos alguns caras,” ele disse. Será que Tomac pode chegar em A3 causando impacto ?

A redenção de Anaheim
A menos de duas semanas atrás, na última vez que o AMA Supercross invadiu Anaheim, Ryan Dungey não tinha nada além de luz do dia entre ele e sua primeira vitória de 2014. O Dungey normalmente calmo e controlado cometeu um erro atípico e caiu para sexto no final da noite. Com cinco pilotos no alcance de ataque de Ryan Villopoto, líder do campeonato, cada ponto é ampliado. O terreno será bem parecido ao que os pilotos viram em A2, o que pode deixar Dungey em posição para outra corrida em busca se sua primeira vitória da temporada.

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Ryan Dungey

Uma rachadura na armadura
Pela primeira vez em toda a temporada, Cole Seely ficou de fora do pódio em Oakland, o que lhe custou sua liderança da pontuação do campeonato Costa Oeste. Não foi o primeiro sinal de adversidade para Seely em 2014, ele superou derrotas devastadoras consecutivas no início da temporada, mas foi a primeira vez que ele parecia não estar no clima. Jason Anderson, que foi penalizado com dois pontos em A2, tirou proveito com outra vitória e recuperou o plate vermelho. Enquanto Seely liderou a maioria das voltas na temporada, com o total de 40 voltas lideradas, ele só tem uma vitória. Será que ele vai voltar a ganhar em Anaheim ?

Consistência ajuda
Que Chad Reed se alimenta de pódio, todos sabemos. Ele é o maior líder de todos os tempos com um total de 124 pódios em sua carreira e tem uma percentagem de pódios de 75%. Este ano, Reed é o único piloto da 450SX com três pódios em quatro etapas e está em segundo na classificação, com sete pontos atrás de Villopoto. Mas esses pódios foram destacados com sua vitória épica em Anaheim2. Será que Reed vai voltar ao topo neste final de semana ?

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Chad ‘CR22’ Reed

A cabine
Depois de experiência na temporada passada, Kevin Widham vai se juntar ao programa da Fox Sports 1 como o segundo analista ao lado de Jeff Emig e Ralph Sheheen neste final de semana. Neste ano, já vimos Ricky Carmichael e Jeremy McGrath comandando a cabine. O que vocês esperam ver de Windham no final de semana ?

A escalada de Hill
Começando a temporada 2014, os comentários diziam que Justin Hill teve um grande desenvolvimento. Esses tipos de comentários são comuns durante a pré-temporada e nem sempre arrasam. Está começando a parecer que toda a propaganda sobre Hill tem mérito. Em A2, Hill chegou em quinto depois de cair na primeira curva e ele liderou seis das dezesseis voltas em Oakland antes de conquistar o primeiro pódio de sua carreira. Se Hill correr como fez em Oakland, ele pode causar um fuzuê no pelotão da frente em A3.

Tempos difíceis
Se você fosse Dean Wilson, você estaria se perguntando o que você fez para enfurecer os deuses do supercross. Ele se machucou pouco antes da largada da temporada, viu dois pódios escapulirem nas duas primeiras corridas e caiu em A2 e ficou em sétimo. O piloto Monster / Pro Circuit / Kawasaki quase concretizou uma vitória em Oakland, até que seu motor apagou na última volta, dando a vitória para Jason Anderson. Foi uma mudança de acontecimentos de cortar o coração. Mas se Dean quer continuar tendo qualquer chance de disputar o campeonato, ele vai precisar deixar tudo para trás e vencer em A3.

Resistência à seca
Até agora nesta temporada, Ryan Villopoto ainda não venceu em Anaheim. Ele caiu enquanto estava na liderança em A1 e ficou em quarto, e caiu de novo em A2, ficando em quinto depois de encostar em James Stewart. Depois da vitória em Oakland, Villopoto disse que a equipe fez umas mudanças positivas na moto que resultaram em uma pilotagem que sente ser mais estável, curva melhor e é mais rápida nas costelas. São boas notícias para a equipe Monster / Kawasaki, mas também são más notícias para a competição. RV já estava em posição de vencer as duas corridas em Anaheim e se seu novo arranjo está tão bom quanto ele diz, ele vai ser extremamente difícil de superar em A3.

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Ryan Villopoto

Ladeiras escorregadias
O terreno de Anaheim este ano tem sido um ponto sensível para muitos pilotos. Acumulou muita pedra ao longo dos anos e a falta de chuva este ano na Costa Oeste resultou em uma superfície de corrida seca e escorregadia, uma que Ryan Villopoto disse forçar os pilotos a andar nas pontas dos pés. Com outro evento de Monster Jam acontecendo no Angel Stadium enquanto o AMA SX estava em Oakland, a superfície de corrida promete estar mais dura do que nunca, o que pode levar a decepção de alguns pilotos que tentarem forçar os limites de tração.

O ladrão
Jason Anderson e seu furto de última volta já apareceram nessa lista, mas com ele fazendo o truque de novo em Oakland (pela terceira vez nesse ano !!), ninguém pode deixar de comentar sobre isso. A sorte entrou na jogada em alguns casos, mas talvez não tanto quanto parece. Depois da corrida em Oakland, Jeff Ward, treinador de Anderson, mencionou que eles têm trabalhado em impulsionar Jason a classificar velocidade para as últimas quatro ou cinco últimas voltas da corrida. Em outras palavras, eles estão trabalhando ativamente em fazer das últimas voltas de Anderson, suas melhores voltas. Vamos ver se ele usa essa força para roubar outra vitória em A3.

 

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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