10 coisas para assistir no AMA SX em Daytona

Por Mariah Morgado | Fotos por Divulgação | 08 de março de 2014 - 7:33

Local amigável
Ryan Villopoto não vence uma corrida desde a quarta etapa em Oakland !!! Durante as nove primeiras etapas, o atual campeão tem enfrentado dificuldades nas pistas escorregadias que marcaram cada etapa do campeonato. Porém, ele terá um terreno completamente diferente neste final de semana. A pista de terra macia e de estilo de Motocross e com as longas voltas em Daytona é exatamente onde Villopoto gosta de correr. Quando veremos RV no topo do pódio de novo nesta temporada ?  
 
Reação atrasada
Um acidente na abertura do campeonato deixou Eli Tomac com um ombro lesionado e de olho por quatro etapas e isso fez do piloto Geico / Honda um fator não ameaçador na temporada. Isso foi até Indianapolis. Na etapa da semana passada, Tomac fez uma corrida suprema para conquistar a segunda posição e o primeiro pódio de sua carreira nas 450SX. Depois disso Tomac disse que finalmente está voltando a todo seu potencial e que pode pilotas sem ser incomodado pelo ombro. No ano passado, Tomac ficou em quarto lugar em Daytona enquanto fazia uma ponta na categoria principal e por isso sabemos que ele é rápido na Flórida. Será que Tomac vai subir no pódio novamente neste final de semana ?

O momento da reviravolta
Para muitos pilotos, ficar em 8º,12º e 10º nas três primeiras etapas da Costa Leste seria uma coisa boa. Mas não é o caso para Kyle Cunningham que tem se desempenhado melhor do que no passado. A boa notícia é que a pista de Daytona é imensa e os tempos de volta são muito mais longos, o que significa que Cunningham, que tem a reputação de abrir caminho pelo pelotão, vai ter mais tempo para ultrapassar cada piloto durante o desenrolar da corrida. Será que seu primeiro pódio da temporada virá neste final de semana ?

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Kyle Cunningham

Com a chave nas mãos
Julgando pelas duas últimas corridas, parece que Mike Alessi destravou uma velocidade nova. Ele ficou em sexto em Atlanta, venceu sua Heat em indianápolis e estava quase em segundo colocado quando caiu no Main Event. Agora o campeonato segue para Daytona e a hora não poderia ser melhor. Alessi ama Motocross e Daytona é o mais próximo de Motocross que uma corrida de Supercross pode chegar. Veremos se ele pode manter sua velocidade recém descoberta no circuito montado no Daytona Internation Speedway.

De volta ao topo do pódio
Em Indianápolis, Ryan Dungey venceu sua primeira corrida de Supercross desde o ano passado em Minneapolis, e ganhou pontos valiosos para a disputa do campeonato. Depois de cair em A3 e se retirando da corrida, Dungey agora está em segundo na classificação com 23 pontos atrás de Villopoto. Depois de se livrar da seca de vitória e com três pódios nas últimas quatro corridas, parece que o piloto Red Bull / KTM voltou a sua forma. Será que ele vai manter o ritmo em Daytona ?

O tipo de pista que ele gosta
Não é segredo que Blake Baggett manda muito bem em pistas longas e difíceis como a de Daytona. Até agora as largadas têm sido seu calcanhar de Aquiles e ele está com 18 pontos atrás de seu colega de equipe, Adam Cianciarulo. Se Bagget vai voltar a ter uma chance ao título, é essencial que ele aproveite a vantagem de Daytona. Bagget venceu a etapa de Daytona em 2011 e por pouco não venceu em 2012, ficando em segundo. Será que ele pode recuperar suas chances na disputa pelo título com o que pode ser a segunda vitória de sua carreira nesse circuito ?

Entrando na brincadeira
Pela primeira vez em suas carreiras no Supercross, eles já competiram juntos no AMA Motocross 2013, os irmãos James e Malcolm Stewart na categoria 450 Malcolm, que mora na Flórida, vai fazer sua estreia na categoria principal em casa, na corrida de Daytona. Ele estará em sua moto de treino, modificada com algumas peças novas para corrida. Será que Malcolm, que muitos pensam ser mais adequado para uma 450 devido a seu tamanho, vai fazer o mesmo show que seu colega de TLD, Cole Seely, fez em Indy ?

A resiliência de Davalos
A última vez que Martin Davalos perdeu depois de estar em posição para o que parecia ser uma vitória certa (em Arlington), ele atacou com dominância na semana seguinte. Foi a primeira vitória de sua carreira no AMA. Mais uma vez Davalos tem que enfrentar a dura realidade de se reerguer depois de outra perda difícil. Será que ele vai mostrar sua resiliência em Daytona e assumir a liderança do campeonato pela primeira na temporada ?

Os três mosqueteiros azuis
O programa de desenvolvimento de pilotos da Toyota / JGR / Yamaha teve seus altos e baixos. Por outro lado, Phil Nicoletti entrou mais cedo do que o esperado na jogada quando Josh Grant ficou de fora das duas primeiras etapas com uma lesão no ombro. Nicoletti marcou apenas três pontos em três corridas por causa de acidentes. Daytona é uma das três corridas que Nicoletti está contratado para correr, as outras duas sendo Atlanta e East Rutherford, em Nova Jersey. Pela segunda vez em toda a temporada, a JGR terá um esquadrão de três pilotos em Daytona. Será que Nicoletti pode se recuperar dos seus problemas prévios e brigar por um lugar entre os dez primeiros na praia da Costa Leste ?

O poder privado
Ao longo de três etapas do campeonato da Costa Leste, os pilotos privados Vince Friese, Jimmy Decotis, Matt Lemoine e Mitchell Oldenburg marcaram nove Top 10 e um Top 5. Além disso, Friese  ainda tem que terminar fora do top seis, enquanto Decotis ficou em sétimo nas últimas duas semanas. Atualmente, pilotos apoiados por fábricas como Cole Thompson, Blake Wharton, Matt Bisceglia, Jeremy Martin e Anthony Rodriguez, todos estão atrás de Friese na pontuação do campeonato. Será que os pilotos privados vão continuar a causar um impacto neste final de semana em Daytona ?

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Matt Lemoine

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é Editor do Mundocross, site que foi lançado por causa de sua paixão por Motocross e Supercross. Em 1990 ele começou a escrever sobre motos no Jornal VS, em São Leopoldo, no RS, numa coluna onde escrevia sobre Trilhas, Enduro e Motocross. Depois também escreveu para o Jornal O Pódium, Revista Moto Action. Nestes 24 anos teve experiências em eventos internacionais, como Mundiais de Motocross, AMA Supercross, AMA Motocross, Motocross das Nações e US Open Supercross.

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