Pilotos “privados” se destacam no Brasileiro de Enduro FIM

Por Comunicação Ativa | Fotos por Comunicação Ativa | 25 de julho de 2014 - 12:55

Alguns pilotos estão se destacando no Campeonato Brasileiro de Enduro FIM. Mesmo sem o suporte de uma equipe, atletas que participam da competição de forma “privada” têm conseguido bons resultados na Temporada 2014.

“Mesmo sem um apoio oficial de fábrica temos alguns pilotos que chamam a atenção e andam entre os ponteiros do Campeonato”, ressalta o diretor de Enduro FIM, Maurício Brandão.

diego(1)

Um deles é Diego Baesso Colett que ficou com a terceira colocação na última etapa do Campeonato, realizada em Ponta Grossa (PR). Com o resultado o piloto subiu da 4ª para a 3ª posição na classificação geral da E2 no Brasileiro, ficando atrás somente de pilotos como Júlio Cesar e Adrien Metge.

O piloto que foi campeão da categoria em 2012 ficou um ano sem participar do Campeonato, mas agora está de volta. “Como não tinha apoio ficou inviável correr em 2013. Mas este ano estou querendo participar de todas as etapas. Mas é por prazer que eu ando mesmo”, conta Colett.

Mas a rotina dos pilotos “privados” não é fácil. É preciso conciliar o trabalho e os treinos. “Consigo treinar com moto em torno de duas vezes na semana por cerca de duas horas no máximo”, afirma Diego.

Outro piloto que tem conseguido lugar de destaque na competição é Michel Luiz Cechet, que ficou com a quarta colocação na última prova, mas ocupa a 3ª posição no ranking do Brasileiro de Enduro FIM na principal categoria (E1).O atleta está atrás do português Luis Oliveira e do atual campeão da categoria Rômulo Bottrel.

michel

Atualmente com 33 anos de idade, Michel começou a praticar o motociclismo off-road com 26, bem acima do normal para o esporte. Este será o primeiro ano que participará de uma temporada inteira. Já havia corrido algumas etapas do Brasileiro, chegando até a vencer, mas nunca cumpriu todas as provas do calendário.

Mas para continuar com o bom desempenho, a rotina está puxada. Com a profissão de engenheiro, Michel sai do trabalho somente às 18h. Pelo menos duas vezes na semana procura fazer alguma atividade física após o expediente. “Como depois do trabalho já não tem luz do dia procuro pedalar e fazer alguns exercícios em casa mesmo. Treino com moto só consigo nos fins de semana”, explica Cechet.

O piloto conta que não tem treinador, mas tem como mecânico o irmão. Michel Luiz Cechet demostra o desejo de poder treinar mais para poder brigar pelo título. “Se eu pudesse me dedicar mais com certeza eu teria um rendimento melhor e talvez tivesse mais chances de brigar com o título. Não sei se ganharia dos dois primeiros colocados, pois são muito bons, mas poderia dar mais trabalho. Mas pela minha idade já mais avançada que os adversários e pela minha realidade que não me permite tanta dedicação quanto gostaria, fico extremamente feliz só de estar perto desses competidores e de conseguir andar na frente de muita gente boa. Pessoalmente me sinto realizado”, conclui Cechet.

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