Pilotos ultrapassam as barreiras da pista pesada na 3ª etapa do Brasileiro de MX

Por Sílvio Bilhar | Fotos por Sílvio Bilhar | 19 de agosto de 2014 - 23:25

A cidade de Canelinha/SC, famosa por receber uma das etapas mais diferentes do circuito Brasileiro de Motocross, ora pelo grande público que invade a área de camping do motódromo Arthur Jachowicz fazendo festa em três dias seguidos e lotam as arquibancadas com mais de 25 mil pessoas ou ora pela fama de em cada dez etapas, sete acontece com chuva nos dias de corrida. Pois a 3ª etapa, ocorrida nesse final de semana, 15 e 16 teve de tudo. Começando com a previsão climática que foi se alterando durante o final de semana. Num momento inicial, a chuva tinha pouca possibilidade de ocorrer, mas ela veio e com força na noite de sexta que se estendeu em menor intensidade no sábado, mas o suficiente para o cancelamento dos treinos livre na manhã e a transferência e reformulação dos treinos cronometrados do sábado a tarde para o domingo de manhã. Foi cancelada também a realização da 2ª bateria da etapa de Pedra Bonita e da MX3 correspondente à etapa vigente. O domingo iniciou otimista, contrariando algumas previsões, o sol apareceu, a chuva foi embora e a pista apesar de totalmente pesada pelo barro, recebeu as baterias da 3ª etapa. Veja como foram os duelos no barro.

Largada da categoria MX1, na primeira bateria.

Largada da categoria MX1, na primeira bateria.

Guimarães vence a MX3 e coloca fogo no campeonato

Davis Guimarães largou na ponta, seguido de Milton Becker, O Chumbinho e Erivelto Nicoladelli no começo da prova. Davis erra na curva da largada e Chumbinho assume a liderança. Davis corre atrás do prejuízo pressiona até Chumbinho errar nas costelas na terceira e Davis reassume a liderança num começo de prova frenético. Postulante a vitória, Mariana que vinha no pelotão intermediário, tem problemas na moto que não rende o esperado trazendo a mineira a fechar a prova em 11º lugar. Na ponta, Davis abre boa vantagem sobre Chumbinho que administra os pontos que ainda o deixa na liderança da competição com o 2º lugar. Richard Beróis que desde o começo andava no pelotão principal chegou em 3º com Marcos Cordeiro que retornava às pistas, ultrapassando Nicoladelli para chegar em 4º a frente do adversário.  “Agradeço a toda minha família, aos meus torcedores e ao Grupo X Moto que me dão todas as condições de competir”. Disse Davis.

Davis Guimarães vence e encosta no líder na MX3.

Davis Guimarães vence e encosta no líder na MX3.

Já Chumbinho admitiu que “estava lento” nesse dia e apreensivo. “Preferi administrar o resultado depois do erro nas costelas, do que cair, machucar e prejudicar o campeonato“.

Davis Guimarães, mostrou que estava rápido no final de semana, inclusive no treino cronometrado que fez o melhor tempo na pista pesada.

Festa do champagnhe: Davis, Chumbinho, Richard e Cordeiro que foge do banho.

Festa do champagnhe: Davis, Chumbinho, Richard e Cordeiro que foge do banho.

Paulo Alberto vence as duas e mantém liderança da MX2

A segunda categoria a entrar na pista foi a MX2, com Thales Vilardi largando na frente seguido de Paulo Alberto, Ânderson Cidade, Marçal Müller e Hector Assunção no pelotão principal. O português da equipe Honda, Paulo Alberto logo na volta inicial busca a ultrapassagem superando a pista pesada e o piloto Thales. Marçal também busca posição melhor na pista ocupando o lugar de Cidade. Marçal, assim como a maioria dos pilotos tinha dificuldades na pista totalmente embarreada e cai perdendo posições importantes na 3ª volta. Quem buscou recuperação na etapa pista, foi Eduardo Lima que largou mal fez ultrapassagens para chegar em 2º na bateria, seguido de Hector que havia feito o melhor treino cronometrado. Thales chegou em 4º com Marçal na 5ª posição.

Paulo Alberto mantém a liderança também no Brasileiro de MX.

Paulo Alberto mantém a liderança também no Brasileiro de MX.

Na segunda bateria, Eduardo “Dudu” Lima largou na ponta seguido de Paulo Alberto, Thales, e o prodígio Enzo Lopes com Pedro Bueno em 5º. Paulo Alberto, mostrou que está numa grande fase e que se adaptou bem ao país, ele que foi campeão no Arena Cross recentemente, ultrapassou Dudu nas voltas iniciais para vencer também a 2ª prova da tarde.  Dudu se manteve em 2º, Thales em 3º do começo ao fim. Enzo andava bem, e mantinha a 4ª colocação quando a moto o deixa empenhado parando na pista e perdendo diversas posições e abandonar aos 28 minutos de prova. Quem veio em recuperação e ocupou a 4ª posição na bateria, foi Gustavo Pessoa seguido de José Brayan que largou em 6º e manteve-se no pelotão da frente e ultrapassou Pedro Bueno o 5º na volta inicial na hora em que a pista já estava mais seca e os trilhos bem definidos.

Na soma geral, das duas baterias, o pódio final foi composto por Paulo Alberto, Dudu Lima,Thales Vilardi, Hector Assunção e Gustavo Pessoa na composição final da etapa.

Festa do pódio final da MX2.

Festa do pódio final da MX2.

Enzo Lopes se autopresenteia com vitória

 Largada espetacular da Júnior.

Largada espetacular da Júnior.

A categoria Júnior teve Leonardo Almeida fazendo o hole shot. Foi seguido de Frederico Molina e José Felipe Mombach dividindo a curva um pelos 2º e 3º lugares. Enzo Lopes largou em 4º com Thiago Brenner na 5ª colocação da largada. Enzo, que fez aniversário no sábado 16 de agosto quando completou 15 anos e pagou o bolo no box, assume a ponta na parte alta da pista ainda na primeira volta. Léo cai voltando em 9º lugar, na frente Enzo, Molina e Felipe mantinha o pelotão inicial por 5 voltas.  Enzo que fez o melhor tempo no treino cronometrado, abriu grande vantagem na pista de Canelinha até receber a quadriculada em 1º. Molina manteve do começo ao fim a 2ª posição com Renato Costa que largou também no pelotão de frente, ocupando a 3ª posição no pódio, visto que Mombach errou nas costelas chegando na 8ª posição. Ainda tivemos Vinícius Abriu vindo de trás e chegando em 4º e Thiago Brenner que largou bem e se manteve na 5ª posição praticamente sem erros na pista.

Pódio completo com o cinco primeiros colocados.

Pódio completo com o cinco primeiros colocados.

Salazar assume a liderança do Brasileiro de Motocross na MX1

Assim como a MX2, a MX1 é disputada em duas baterias de 30 minutos mais duas voltas com motos de até 450cc, elas tem mais facilidades em transpor os obstáculos que se formaram com o acúmulo do barro em Santa Catarina. Nessa categoria, Wellington largou na ponta na bateria um seguido de, Jetro Salazar, Jorge Balbi JR e Rafael Faria no pelotão principal. Balbi parte pra cima de Salazar que pressionado resiste, mas ainda na primeira metade da bateria, Balbi é vice – líder. Ainda não satisfeito, Balbi vai em busca da liderança e ela veio aos 20 minutos de corrida. A quadriculada com a vitória veio sem surpresas. Jetro Salazar chegou em 2º e Rafael Faria, que havia feito o melhor tempo no cronometrado, em 3º. Wellington cai, finalizando a bateria em 8º. Ainda tivemos o americano Kyle John Regal em 4º e Jean Ramos na 5ª colocação da bateria.

Balbi vencedor da bateria inicial.

Balbi vencedor da bateria inicial.

Na 2ª bateria, Jean Ramos fez uma largada perfeita, largou na frente para vencer se ponta a ponta. Wellington largou em 2º com Adam Chatfield em 3º, Jetro em 4º e Rafael Faria completando o pelotão de frente. KYle e Balbi largaram mal e buscavam recuperação na bateria que nesse momento já tinha a pista bem mais seca devido ao sol que tomou conta do motódromo.  Jean fez ponta a ponta, Chatfield ultrapassou Wellington para chegar em 2º, Jetro buscou o 3º lugar na bateria, o que lhe deu a vitória na soma geral e a liderança do campeonato. Kyle buscou recuperação e ocupou a 4ª posição de prova com Balbi logo atrás fechando os 5 primeiros. A ausência de etapa foi de Carlos Campano, espanhol que liderva até então a categoria. No pódio final, Salazar, Jean, Balbi, Adam e Kyle.

Jean venceu a 2ª bateria de ponta a ponta.

Jean venceu a 2ª bateria de ponta a ponta.

Premiação final da MX1.

Premiação final da MX1.

 

Compartilhe este conteúdo

Comentários

Desenvolvido por GetFly