Espanhola pode entrar para a história do Rally Dakar

Por Vipcomm | Foto por Divulgação Honda | 15 de Janeiro de 2015 - 18:31

Termas de Rio Hondo (ARG) –Depois de 9.308 quilômetros para motos e quadriciclos, 9.112 km para carros e 8.181 km para caminhões, o Rally Dakar termina neste sábado (17), em Buenos Aires (ARG), com grandes chances de mais uma mulher entrar para a história da competição. A espanhola Laia Sanz, da equipe HRC (Honda Racing Corporation), precisa chegar em até o nono lugar na classificação geral para desbancar a francesa Christine Martin, que terminou o rali em 10º, em 1981.

Oitava colocada nas motos, Laia Sanz termina neste sábado (17) edição 2015 da prova, em Buenos Aires (ARG)

Oitava colocada nas motos, Laia Sanz termina neste sábado (17) edição 2015 da prova, em Buenos Aires (ARG)

Nesta quinta-feira (15), depois da 11ª etapa, entre Cachi e Termas do Rio Hondo, na Argentina, Laia chegou em 14º com a Honda CRF 450 Rally e está em oitavo no tempo acumulado, 2h13min atrás do líder e tetracampeão Marc Coma (ESP), da KTM. O melhor resultado dela na atual edição da prova foi uma quinta colocação na oitava especial, superando o próprio Coma, em nono, e o campeão Mundial de Rally Cross Country 2013, Paulo Gonçalves (POR), da Honda, em 15º.

Laia busca esta façanha desde o Dakar de 2011, quando foi a melhor mulher nas motos, com a 39ª colocação. Em 2012, a mesma posição do ano anterior, e 93ª em 2013. No ano passado, teve uma grande evolução com o 16º lugar. “Hoje já dá para pensar em chegar entre os 10 primeiros, embora ainda faltem duas etapas. Muita coisa pode acontecer. Estou muito concentrada e tenho uma ótima equipe”, disse Eulalia, o nome verdadeiro dela.

A Super Mulher

Laia começou a andar de moto aos quatro anos de idade. Tempos depois, a garotinha de Barcelona se transformou na “Super Mulher” e é uma lenda do Trial, modalidade que exige muita habilidade e equilíbrio para superar obstáculos naturais e artificiais. Ela ganhou tudo o que se pode imaginar na categoria feminina, com 13 títulos mundiais e 10 europeus. Depois do Trial, partiu para o Enduro, onde faturou três títulos mundiais.

O piloto da Espanha é o centro das atenções no Dakar. Todos querem entrevistá-la, filmá-la e tirar fotos. Um fenômeno. Ela também aproveita as redes sociais para fazer marketing e chamar ainda mais a atenção da imprensa e dos fãs. Numa das fotos no Instagram, colocou uma imagem quando fazia massagens no box da HRC.

As mulheres do Dakar nas motos

1979 – Martine de Cortanze (França/Honda) – 11ª
1981 – Christine Martin (França/Honda) – 10ª
1982 – Nicole Maitrot (França/Honda) – 14ª
1984 – Veronique Anquetil (França/Yamaha) – 15ª
1991 – Patricia Scheck (Alemanha/Suzuki) – 41ª
1996 – Andrea Mayer (Alemanha/KTM) – 45ª
1999 – Andrea Mayer (Alemanha/BMW) – 32ª
2000 – Elisabette Jacinto (Portugal/KTM) – 49ª
2001 – Andrea Mayer (Alemanha/BMW) – 30ª
2002 – Andrea Mayer (Alemanha/KTM) – 23ª
2005 – Ludivine Puy (França/KTM) – 97ª
2007 – Ludivine Puy (França/KTM) – 44ª
2009 – Mirjam Pol (Holanda/Honda) – 53ª
2010 – Annie Seel (Suécia/KTM) – 45ª
2011 – Laia Sanz (Espanha/Honda) – 39ª
2012 – Laia Sanz (Espanha/Gas Gas) – 39ª
2013 – Laia Sanz (Espanha/Gas Gas) – 93ª
2014 – Laia Sanz (Espanha/Honda) – 16ª

Alemã já venceu nos carros

1997 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Buggy) – 5ª
1999 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 3ª
2000 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 5ª
2001 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 1ª
2002 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 2ª
2004 – Andrea Mayer (Alemanha/Mitsubishi) – 5ª

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