Victor Almeida reage a estímulos, mas segue na UTI após acidente em Extrema

Por Mau Haas | Foto por Mau Haas / BRMX | 20 de julho de 2016 - 23:35

Victor Almeida, piloto de 20 anos envolvido no mais grave acidente da terceira etapa do Brasileiro de Motocross 2016, em Extrema, Minas Gerais, segue internado na UTI do Hospital Santa Casa de Bragança Paulista em coma induzido. O atleta reagiu a estímulos nesta terça-feira, 19, mas seu estado de saúde ainda é preocupante.

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Andrea Almeida, mãe de Victor, conversou com o BRMX na noite de terça-feira e explicou a situação do filho. Abalada, ela também pediu que todos façam orações por ele, para que ele melhore.

– No fim da tarde de hoje, ele respondeu alguns estímulos. Reconheceu a voz do pai, me reconheceu, e mesmo sedado, mexeu os pés, as mãos. Movimentou o lado esquerdo, que estava sem movimentos. Mas isso também deixou ele estressado. Então o médico pediu para a gente se afastar, e eles aumentaram a sedação novamente. Eles perceberam que, mesmo sedado, em coma induzido, ele estava tentando acordar – contou Andrea.

De acordo com Andrea, Victor teve politraumatismo craniano com sangramento no ouvido direito e vazamento de líquido do cérebro.

– Eles colocaram dois cateteres na cabeça para diminuir a pressão intracraniana. O pulmão também foi atingido.Está com o ombro esquerdo quebrado, muito inchado, e não podemos nem cuidar disso agora porque tem que priorizar a pressão no crânio. Ele ainda está com colete cervical porque ainda não conseguiram radiografar a coluna. Amanhã (quarta) vão tentar fazer isso se a pressão diminuir – diz a mãe.

Victor Almeida caiu na primeira bateria da MX1, ainda nas voltas iniciais. As informações sobre o acidente são de relatos de quem estava na pista.

– O que ficamos sabendo é que ele caiu e, durante o atendimento, foi atropelado por três motos. Ele já estava sem capacete, já tinha tomado o tombo, e no atendimento as motos começaram a cair em cima dele. Tanto que atingiu até o médico que estava atendendo ele (na pista). O neurologista (que atendeu no hospital) disse que o tombo em si, como ele estava protegido com os equipamentos, não teria causado tudo isso – relatou Andrea.

Após a queda, Victor foi atendido no Pronto Atendimento e no hospital de Extrema. Depois, teve que ser transferido de Extrema para Bragança Paulista, onde passou por cirurgia ainda na madrugada de domingo para segunda-feira. A família relata que o atendimento em Extrema foi excelente e muito importante, mas não tinha neurocirurgião e cateteres disponíveis para os procedimentos necessários.

– Contratamos um neuro e ele foi imediatamente para Extrema. Chegando lá, ele disse que precisava fazer uma cirurgia. E lá no hospital de Extrema não tinha os cateteres, então tivemos que transferir ele para Bragança, onde tinha vaga na UTI. Aqui em Atibaia (cidade onde reside a família) também não tinha. Contratamos uma ambulância com UTI e levamos ele. O médico que fez a cirurgia foi bem confiante e disse que por ser um atleta, jovem, tem condições de se recuperar bem – contou Andrea.

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