Mundial de Motocross 2016 – 17a etapa – Charlotte

Por Mariah Morgado | Fotos por MXGP | 04 de setembro de 2016 - 19:46

A natureza do motocross é de estar sempre em evolução, desde o desenvolvimento da moto até a criação das pistas e circuitos, e até ao nível da habilidade e preparo físico que são exigidos para se competir em um nível profissional. Impossível não é nada e o MXGP das Américas que aconteceu em um circuito frequentemente descrito como o coração dos esportes à motor, na Dirt Track do Charlotte Motor Speedway, é prova disso.

Largada MX2

Largada MX2

A pista que recebeu a penúltima etapa do Campeonato Mundial de Motocross 2016 foi uma das paradas mais icônicas da temporada. Tornou a Dirt Track, um famoso circuito oval, em uma pista de motocross de categoria mundial em menos de uma semana, mas isso não foi o mais impressionante. A maior conquista do final de semana foi a pista e como ela se transformou após ser atingida por um furação em menos de 24 horas anotes do dia da corrida e, em termos de competição, foi a casa da coroação de dois campeões, Tim Gajser da equipe Honda Gariboldi e Jeffrey Herlings da Red Bull KTM Factory Racing, que conquistaram os títulos na MXGP e MX2 restando três corridas para terminar a temporada. O crédito total também deve ser dado aos vencedores do Grand Prix, Eli Tomac da Monster Energy Kawasaki e Cooper Webb da Star Racing Yamaha, que mereceram suas primeiras vitórias de Grand Prix de suas carreiras.

Tim Gajser comemora o título da MXGP 2016

Tim Gajser comemora o título da MXGP 2016

Red Bull KTM comemora o tricampeoanto de Jeffrey Herlings.

Red Bull KTM comemora o tricampeoanto de Jeffrey Herlings

Também deve-se uma monstruosa salva de aplausos à equipe de pista do MXGP que vigiou o tempo e taparam a pista até que a chuva passasse. Depois do cancelamento do primeiro dia do final de semana devido ao mal tempo, foi realmente incrível ver a Dirt Track na manhã seguinte e vê-la como ela estava impecável.

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Categoria MXGP

Não pode existir um apelido melhor do que ET para Eli Tomac que parecia estar em outro planeta ontem. Ele não apenas venceu, ele explodiu a porta do MXGP com seu ritmo inalcançável. “Quando eu vi a chuva ontem, eu pensei que a pista estaria uma bagunça, mas tudo foi perfeito. O solo estava tão bom quanto se pode ter em um tipo de solo como esse, eu gostei da pista, estava muito divertida e a corrida foi divertida. Estou ansioso para Glen Helen na semana que vem.” 

Eli Tomac

Eli Tomac

Tim Gajser é um piloto que é talentoso além das realidades de possibilidade. Depois do que tem sido uma temporada absolutamente incrível, na qual ele venceu oito classificatórias, liderou 247 voltas, venceu 15 corridas, 7 Grand Prix e teve 15 pódios de 17 possíveis, o novato do ano finalmente conquistou o título mundial da MXGP na primeira bateria de ontem. O que é mais impressionante é que a estrela eslovena agora tem dois títulos mundiais consecutivos em duas categorias diferentes e é o primeiro piloto a fazer isso desde Greg Albertyn com seu título das 125cc em 1992 e o título das 250cc em 1993.

Tim Gajser

Tim Gajser

Como o vice campeão mundial de 2014, Jeremy Van Horebeek tem tido dificuldades para encontrar seu lugar na MXGP este ano. Sempre tem um caso para a importância de uma boa largada e Van Horebeek teve uma boa ontem, embora não tenha sido apenas isso que levou ao resultado conquistado. O belga esteve surpreendentemente rápido durante todo o dia, começou quando ele liderou as tabelas nos treinos livres e seu terceiro e quinto lugares o levaram para seu segundo pódio da temporada.

Jeremy Van Horebeek

Jeremy Van Horebeek

Glenn Coldenhoff estava inspirado depois do pódio da semana passada em Assen e só ficou fora do pódio em Charlotte por um ponto. Mesmo assim, é bom ver o holandês de volta ao ritmo e brigando pelas primeiras posições.

Glenn Coldenhoff

Glenn Coldenhoff

O vencedor do Grand Prix em Assen, Clement Desalle, teve um dia no escritório medíocre e teve que se contentar com a quinta posição no geral na frente de Evgent Bobryshev que estreou a Honda CRF450 2017 neste final de semana.

Clement Desalle

Clement Desalle

Evgeny Bobryshev

Evgeny Bobryshev

1a bateria da MXGP em Charlotte

1. Eli Tomac

2. Justin Barcia

3. Jeremy Van Horebeek

4. Tim Gajser

5. Clement Desalle

6. Glenn Coldenhoff

7. Jordi Tixier

8. Gautier Paulin

9. Romain Febvre

10. Maximilian Nagl

2a bateria da MXGP em Charlotte

1. Eli Tomac

2. Tim Gajser

3. Glenn Coldenhoff

4. Evgeny Bobryshev

5. Jeremy Van Horebeek

6. Romain Febvre

7. Clement Desalle

8. Jordi Tixier

9. Maximilian Nagl

10. Kevin Strijbos

Geral da MXGP em Charlotte

1. Eli Tomac

2. Tim Gajser

3. Jeremy Van Horebeek

4. Glenn Coldenhoff

5. Clement Desalle

6. Evgeny Bobryshev

7. Romain Febvre

8. Jordi Tixier

9. Maximilian Nagl

10. Justin Barcia

Classificação da MXGP após 17 etapas

1. Tim Gajser – 693 pontos

2. Antonio Cairoli – 603

3. Maximilian Nagl – 565

4. Romain Febvre – 549

5. Evgeny Bobryshev – 522

6. Jeremy Van Horebeek – 513

7. Glenn Coldenhoff – 382

8. Clement Desalle – 372

9. Valentin Guillod – 335

10. Shaun Simpson – 322 pontos

Campeonato de fabricantes MXGP após 17 etapas

1. Honda – 729 pontos

2. Yamaha – 666

3. KTM – 652

4. Husqvarna – 580

5. Kawasaki – 503

6. Suzuki – 357 pontos

Pódio da MXGP em Charlotte

Pódio MXGP do MXGP das Américas

Categoria MX2

Jeffrey Herlings. O que podemos dizer que ainda não tenha sido dito? O Holandês Voador é, indisputavelmente, o melhor piloto MX2 do mundo e embora ele não tenha vencido a primeira bateria de ontem, ele deu um show mesmo assim, só porque ele pode, e como resultado finalmente conseguiu faturar seu terceiro título mundial na MX2. “Talvez podiam ter sido cinco, mas eu tive um pouco de azar com algumas lesões grandes, então estou feliz em tirar esse do caminho.” 

Jeffrey Herlings

Jeffrey Herlings

Embora Herlings tenha conquistado o título, que era o seu objetivo final, ele perdeu seu primeiro Grand Prix do ano para Cooper Webb. “Vou ser apenas honesto. Cooper foi mais rápido do que eu na segunda bateria e eu não podia alcançá-lo. Eu sei que as pessoas vão dizer que ele é mais rápido, ou que eu sou mais rápido, mas nós dois fizemos 1 – 2, não se pode dizer quem é mais rápido com esses resultados, é apenas uma corrida, você precisa de todo um campeonato para decidir isso, com pistas diferentes, dias diferentes e condições diferentes.” 

Cooper Webb chegou à Charlotte empolgado após conquistar dois títulos americanos neste ano. Depois do que foi um ano muito bem sucedido, o nativo da Carolina do Norte não podia desejar por uma maneira melhor de encerrar seus dias com sua moto 250cc do que vencer um Grand Prix para sua equipe e o público adorável.

Cooper Webb e Austin Forkner

Cooper Webb e Austin Forkner

Deve ser difícil quando você é o novato mais rápido do mundo, cotado a ser o próximo grande cara, mas foi apenas coadjuvante para Austin Forkner, que talvez tenha sido o piloto mais impressionante neste final de semana. Houve muita expectativa sobre o fenômeno de 18 anos antes do MXGP das Américas e ele mostrou para todos o porquê com uma performance de dobradinha na terceira posição nas baterias para levar o terceiro lugar do Grand Prix.

Thomas Covington manteve sua reputação de desempenhar bem nas etapas fora da Europa com uma dobradinha na quarta posição enquanto Calvin Vlaanderen se apresentou aos Estados Unidos da América com um quinto lugar no geral.

Thomas Covington

Thomas Covington

Vlaanderen

Calvin Vlaanderen

 

1a bateria da MX2 em Charlotte

1. Jeffrey Herlings

2. Cooper Webb

3. Austin Forkner

4. Thomas Covington

5. Calvin Vlaanderen

6. Max Anstie

7. Darian Sanayei

8. Brian Bogers

9. Mitchell Harrison

10. Jeremy Seewer

2a bateria da MX2 em Charlotte

1. Cooper Webb

2. Austin Forkner

3. Jeffrey Herlings

4. Thomas Covington

5. Jeremy Seewer

6. Benoit Paturel

7. Mitchell Harrison

8. Calvin Vlaanderen

9. Samuele Bernardini

10. Max Anstie

Geral da MX2 em Charlotte

1. Cooper Webb

2. Jeffrey Herlings

3. Austin Forkner

4. Thomas Covington

5. Calvin Vlaanderen

6. Jeremy Seewer

7. Mitchell Harrison

8. Max Anstie

9. Benoit Paturel

10. Brian Bogers

Classificação da MX2 após 17 etapas 

1. Jeffrey Herlings – 689 pontos

2. Jeremy Seewer – 595

3. Benoit Paturel – 485

4. Max Anstie – 473

5. Pauls Jonass – 403

6. Dylan Ferrandis – 378

7. Brian Bogers – 372

8. Samuele Bernardini – 358

9. Petar Petrov – 351

10. Aleksandr Tonkov – 320 pontos

Campeonato de fabricantes MX2 após 17 etapas

1. KTM – 785 pontos

2. Kawasaki – 611

3. Suzuki – 606

4. Yamaha – 599

5. Husqvarna – 585

6. TM – 358

7. Honda – 297 pontos

Pódio MX2 do MXGP das Américas

Pódio MX2 do MXGP das Américas

Calendário do Mundial de Motocross 2016:

Décima Oitava Etapa – 11 de Setembro – Glen Helen / Estados Unidos

25 de Setembro – Motocross das Nações – Maggiora / Itália

21 de Agosto – Mundial de Motocross Júnior – Orlyonok / Rússia

 

 

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