ENTREVISTA MUNDOCROSS COM OTÁVIO PELEGRINO – O QUE ESPERAMOS PARA 2017?

Por Mariah Morgado | Fotos por Facebook Oficial Otávio Pelegrino | 18 de janeiro de 2017 - 23:28

Hoje, Mariah Morgado sentou para bater um papo com o paulista Otávio Pelegrino.

Placa de 5 segundos no ar, largou…

Mundocross – Pelegrino, vamos largar com uma retrospectiva da temporada 2016. Como foram as suas competições no ano passado?

Pelegrino – Foi um ano que eu tinha muita expectativa, pois estava na equipe Star Racing PlayStation, com ótimos companheiros de equipe e tudo para fazer um ótimo ano; porém por alguns problemas com patrocinadores, acabei ficando com apenas uma moto para correr, que era uma 2015 já usada. A moto acabou dando muitos problemas durante todo o ano, oque me fez perder quase todo o campeonato. Apesar disso, a relação com a equipe foi muito legal, e pude aprender muito no dia a dia com meus companheiros. Sinto que fiquei mais rápido e mais experiente para os próximos anos de MX2.

Mundocross – Ainda sobre 2016, o que você achou dos campeonatos no Brasil e no exterior? E os pilotos?

Pelegrino – Acredito que o campeonato brasileiro deu uma caída em relação a 2015, que tinha sido bom, pistas boas, premiação menos pior. Esse ano tivemos algumas pistas ruins, premiação pífia, onde um piloto que chega entre os top 10, recebe menos que as garotas que dão a placa de largada. Acho que muita coisa tem que ser revista para 2017, ainda mais fazendo agora também o supercross. Já no Arena, que foi o outro campeonato que disputei, ouvi e concordei com muitas reclamações sobre as pistas, mal feitas e perigosas. É um evento super organizado e muito bacana, para o público e para os pilotos, mas que infelizmente está pecando em relação aos traçados.

Mundocross – Como você vê o futuro do esporte no Brasil e lá fora?

Pelegrino – Tenho esperança e acredito que esse ano irá melhorar um pouco, 2016 foi um ano difícil e penso que as empresas deveriam se juntar e se ajudar, para no final sair um resultado bom para todos. No motocross há muita gente que pensa apenas em ganhar dinheiro e isso está acabando com o esporte.

Mundocross – Vamos falar agora de 2017. Quais os seus planos para esta temporada? 

Pelegrino – Estou com um projeto caminhando e tem tudo para dar certo, se tudo der certo, será um ótimo ano para mim. Pretendo disputar os principais campeonatos e fazer uma corridas fora do país também, para adquirir mais experiência e buscar um retorno ainda maior para meus patrocinadores.

Mundocross – Como será sua pré temporada?

Pelegrino – Minha pré-temporada será um pouco aqui em São Paulo e um pouco em Curitiba. Ainda estou sem moto, então mantenho o foco nos treinos físicos. Quero participar de corridas todos os fins de semana também, para ir pegando ritmo e treinando com mais intensidade. 

Mundocross – Quais suas expectativas para os campeonatos brasileiros e estaduais em 2017?

Pelegrino – É sempre difícil criar muitas expectativas em relação ao brasileiro, eles sempre nos surpreendem com mudanças de datas, locais, premiações, sempre um susto. Já os estaduais, vou participar da Copa São Paulo inteira, e quero fazer algumas etapas do campeonato Goiano, no qual já participei e achei um evento bem legal. 

Mundocross – E suas expectativas para os campeonatos estrangeiros como o AMA SX, AMA MX e MXGP? Apostas?

Pelegrino – Sem dúvidas vou de Ren Roczen hahaha ele está voando, e acho que leva o motocross também. Na MX2, torço para o Austin Forkner, é novo e tem muito talento, mas pela idade e os concorrentes, nao sei se já dá para ele não hahaha. No MXGP é sempre uma incógnita, quero que o Febvre ganhe, gosto do estilo dele, e na 2 torço para o Paturel, sabe né, mesmo número que o meu e tal hahaha 

Mundocross – Para você, quais serão os desafios esperados para 2017?

Pelegrino – O maior desafio acredito que seja manter o foco e a concentração durante todo o ano em ambos os campeonatos. No nosso país conseguir essas duas coisas é muito difícil, por os campeonatos são muito longos, você nunca sabe ao certo quando e onde vai correr e ainda tem de conciliar modalidades como o Arena o Super e o Motocross que rolam todas na mesma época. Esse com certeza é o maior desafio.

Mundocross – Quais as suas aspirações e metas no esporte?

Pelegrino – Sou novo no cenário nacional, faço o brasileiro a pouco tempo e ainda estou aprendendo muito. Claro que tenho sonhos maiores, mas de início, minha meta é fazer podium e estou batalhando por isso. Tenho isso na minha vida, um sonho de cada vez, já conquistei muitos e vou em busca dos próximos !!!

Mundocross – Em 2017, teremos a volta do Campeonato Brasileiro de Supercross. O que você acha?

Pelegrino – Acho muito legal e ótimo para o esporte. Mais um campeonato importando, mais corridas, mais retorno aos patrocinadores. Fiquei muito feliz quando vi a notícia. Em contrapartida, espero que consigam realizar um campeonato descente, com pistas boas, premiações no mínimo justas; em 2016 foi difícil a realização apenas do motocross, tenho meus medos de como vai ser com dois campeonatos nacionais agora. Comprometimento e responsabilidade em dobro.

Mundocross – Na sua opinião, o que precisa ser feito para melhor a situação do esporte no Brasil? Sugestões?

Pelegrino – São muitos os problemas que enfrentamos todos os dias. Temos o costume de colocar essa culpa nos patrocinadores, mas penso diferente. Não existe o porque um patrocinador investir um bom dinheiro em um piloto ou equipe se não há retorno, não há competições para ele aparecer. Poxa ano passado fiquei mais de 2 meses sem correr por não ter corrida, foram dois meses em que os patrocinadores estavam tendo gastos e nenhuma visibilidade. Um brasileiro com 6 etapas, um arena com 4 e só esses dois campeonatos, é uma vergonha, olhem para os nosso companheiros da América do Norte, quantas etapas do MX, quantas do SX, tudo separado para treinar especificamente para aquelas modalidades; sei que vivemos outra realidade, mas a mudança tem que começar já, pouco a pouco, se não nunca chegaremos lá. Ainda tem os problemas com as categorias de base, as formadoras de atletas e muitos outros, mas ai eu teria de escrever uma bíblia aqui hahaha

Mundocross – E os patrocínios e apoios para 2017?

Pelegrino – Estão encaminhando bem, não posso soltar nada ainda, mas vou ter algumas novidades para esse ano, e estou confiante que será um ano ótimo, com uma estrutura muito boa.

Mundocross – Muito obrigada por bater esse papo com a gente. Feliz 2017 e desejamos boa sorte e boas corridas. Agora o espaço e a palavra são todos seus.

Pelegrino – Agradeço pelo espaço haha é muito importante esse bate papo com os atletas, sempre surgem ideias novas, críticas construtivas e os fans do esporte fiquem por dentro de tudo. Bora para esse novo ano que espero que seja de mudança no nosso esporte. Valeu galera Braaaaaaaap

Perfil do piloto Otávio Pelegrino

Nome completo: Otávio Pelegrino Chicaroni

Data de nascimento: 09/03/1995

Cidade onde nasceu: Atibaia

Cidade onde mora: Atibaia

Apelido: Tatá

Quando ingressou no esporte:  2008

Motos atuais: nenhuma

Moto favorita: a número 1

Principais títulos: Campeão da Copa São Paulo

                                 Bi-Campeão Interestadual

Ídolo no Motocross Nacional: Rafael Ramos

Ídolo no Motocross Internacional: Travis Pastrana

Pista de Motocross favorita em seu estado: Pista do ALemão Motocross

Pista de Motocross favorita no Brasil: São José, SC

Pista de MX favorita no exterior: Lommel

Comida favorita: Strogonoff

Bebida favorita: Suco de Maracujá 

Estilo de filme preferido: De guerra medieval 

Comida nos dias de corridas: Macarrão 

Bebida nas corridas: Água e isotônicos 

Lazer preferido: Reunião com os amigos

Esporte preferido fora o Motocross: BMX Dirt

Facebook: facebook.com/otaviopelegrino6

Instagram: @tatapelegrino_6

Compartilhe este conteúdo

Comentários

Desenvolvido por GetFly