Cade Clason suspenso por doping

Por Mariah Morgado | Foto por Krystyn Slack | 21 de junho de 2017 - 19:52

A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) anunciou hoje a suspensão provisória de Cade Clason de todas as competições efetiva imediata por violar o Artigo 7.9 do código Antidoping da FIM. De acordo com a federação, um teste de urina conduzido pela WADA na etapa de East Rutherford do AMA Supercross encontrou que a amostra de Clason tinha uma “descoberta analítica adversa de anfetamina.” Atualmente, Clason está disputando o Campeonato Canadense e ocupando a oitava posição na pontuação geral da MX1 após 3 etapas.

O Artigo 7.9.2 do código Anti-doping da FIM diz:

7.9.2 Suspensão Provisória Opcional: Em caso de Descoberta Analítica Adversa para uma Substância Especificada, ou em caso de qualquer outra violação das regras antidoping não coberta pelo Artigo 7.9.1, a Administração da FIM pode impor uma Suspensão Provisória no piloto ou qualquer outra pessoa contra a qual a violação das regras antidoping é afirmada em qualquer momento após a revisão e notificação descrita nos Artigos 7.2-7.7 e antes da audiência final, conforme descrito no Artigo 8.

De acordo com as regras da FIM, Clason, que disputou o AMA Supercross pela equipe K1 Speed/BWR Engines, tem o direito de solicitar e participar da análise de sua amostra B. E pelo Artigo 7.9.3.2 do código Antidoping da federação, ele pode solicitar a suspensão de sua suspensão provisória.

Clason também não foi o único piloto testado em East Rutherfor. De acordo com a FIM, Jason Anderson, Blake Baggett, Justin Barcia, Ryan Dungey, Davi Millsaps, Marvin Musquin, Malcolm Stewart, Eli Tomac e Jake Weimer foram todos testados pela WADA mas “Nenhuma substância proibida ou seus metabólitos, ou marcadores, ou o uso de métodos proibidos foram encontrados nas amostras testadas.” 

Esta é a quarta vez desde 2014 que um piloto é suspenso provisoriamente ou suspenso de fato de competições por causa de um teste positivo. Jame Stewart recebeu uma suspensão de 16 meses em 2014 por causa de um teste posivito para Adderall (clique aqui). Em Dezembro de 2016, o órgão governamental esportivo da Austrália, a Motorcycling Australia (MA), impôs um afastamento de 4 anos a Jake Moss por causa de um teste realizado em Murray Bridge, no dia 22 de Maio (clique aqui), conduzido pela Autoridade Esportiva Australiana Antidoping (ASADA) que acusou positivo para Ostarina, um modulador seletivo de receptores androgênicos que imita os efeitos de esteroides anabólicos. Na mesma época, o irmão gêmeo de Jake, Matt Moss, também foi suspenso provisoriamente das competições devido a uma violação potencial de uma regra antidoping.

Compartilhe este conteúdo

Comentários

Desenvolvido por GetFly